Amigos de infância se tornam policiais militares no Espírito Santo

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CARRINHO-MALUCO
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Foto: Divulgação PM/ES

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Criados juntos no Bairro da Penha, eles planejaram ter a mesma profissão

Os soldados Felipe Santos Cupertino, Pedro Josefa Cairu Júnior, Bruno de Jesus Pereira e Yghor Augusto da Rocha Ricardo cresceram juntos no Bairro da Penha, em Vitória, e agora mais do que amigos de infância, são amigos de farda. Desde criança, além de dividir brincadeiras e travessuras, eles alimentavam o sonho de se tornarem policiais militares, e o sonho se realizou.
Eles contam que a história de todos serem policiais está longe de ser coincidência, foi planejada ainda quando eram meninos.
“Decidimos que quando crescêssemos seríamos policiais. Minha mãe e as minhas irmãs achavam perigoso, mas depois que passei no concurso elas começaram a me apoiar, pois viram que isso é o que eu queria mesmo. Minha mãe sempre quis ter um filho bombeiro, mas eu dizia que queria ser policial, o meu irmão está estudando para ser bombeiro e realizar o desejo dela”, brinca Cairu.
Foto: Marcelo PrestSoldados Da Rocha, De Jesus, Cupertino e Cairu na adolescência e atualmente

Da Rocha, 23, que atua na 5ª Companhia do 1º Batalhão, conta que até tentou seguir outro caminho. Fez curso técnico em Edificações, mas o sonho de ser policial falou mais alto, e em 2013, quando surgiu a oportunidade de fazer o concurso não pensou duas vezes e se inscreveu.
“Estudamos juntos para o concurso, ficamos tristes porque o Cairu e o Cupertino não passaram na primeira tentativa, mas fomos incentivando eles para não desistirem. No ano seguinte eles tentaram novamente e foram aprovados”.
De Jesus, que tem 24 anos e também atua na mesma companhia, afirma que sempre gostou dessa profissão. “Com o tempo, atuando nas ruas, me apaixonei ainda mais. As crianças nos veem como super-heróis”.
Vitória
Tanto para Cupertino, 25, quanto para Cairu, 25, o fato de ter crescido em um bairro violento, sem a figura paterna e não ter se envolvido com o crime é uma vitória. “Eu e o soldado Cupertino fomos criados por nossas mães, que sempre tiveram que trabalhar muito, mas mesmo assim elas fizeram a diferença, nos ensinaram a ter caráter, com isso, não entramos no abismo que puxa o jovem para a criminalidade”, afirma Cairu.
Foto: Marcelo PrestSoldados Da Rocha, De Jesus, Cupertino e Cairu na adolescência e atualmente

Cupertino e Cairu se formaram na semana passada e estão ansiosos para saber onde irão atuar. “Para mim é tudo novo, só conheço o ambiente do quartel, de agora pra frente é que vou saber direitinho como é a profissão”, conta Cupertino.
Futuro
Ao serem questionados sobre os planos para o futuro, os soldados são enfáticos: querem crescer na corporação. Da Rocha quer passar no concurso da Polícia Federal para ser perito criminal; Cairu quer fazer tecnólogo e mestrado em Segurança Pública; Cupertino pretende fazer o Curso de Formação de Oficiais. Já de Jesus cursa Direito e quer ser delegado.

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