Arrecadação do Estado cresce R$ 138 milhões e recessão se afasta

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 Apenas no último, o crescimento foi 3,82% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. Até aqui, já foram recolhidos R$ 6,64 bilhões do imposto apenas neste ano
Apenas no último, o crescimento foi 3,82% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. Até aqui, já foram recolhidos R$ 6,64 bilhões do imposto apenas neste ano
Foto: SCX

Com três trimestres seguidos de resultados positivos, após várias perdas, a economia do Espírito Santo saiu tecnicamente da recessão e começa a se recuperar. A comprovação vem dos números: a arrecadação estadual do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) cresceu R$ 138 milhões neste ano, em comparação com os três trimestres iniciais do ano passado.

A melhora na arrecadação do tributo é vista em praticamente todos os setores, o que aponta para a retomada do crescimento e uma recuperação das empresas, que estão saindo da crise.

Segundo o secretário estadual de Fazenda, Bruno Funchal, o crescimento da arrecadação com o ICMS neste ano, uma das principais fontes de receita própria do Estado, prova que o período mais difícil já passou.

“A economia do Estado saiu do pior momento. Já temos essa melhora substancial na arrecadação, com destaque para o ICMS, e, em razão dos bons números, projetamos um alto crescimento ao final do ano e para 2018”, comenta.

Neste ano, a Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) elevou a arrecadação de ICMS em todos os trimestres. Apenas no último, o crescimento foi 3,82% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. Até aqui, já foram recolhidos R$ 6,64 bilhões do imposto apenas neste ano, enquanto nos mesmos três trimestres iniciais do ano passado a quantia foi de R$ 6,5 bi.

“Parece pouco olhando o número, mas antes o que a gente via era queda. Então, é uma recuperação que está acelerando e em diversos setores”, destaca Funchal.

INDÚSTRIA

O setor que mais aumentou o pagamento do imposto foi o industrial. No acumulado do ano até outubro, em comparação com o ano anterior, a indústria elevou em 30,17% o valor que paga de ICMS.

De acordo com Funchal, o crescimento se deve à melhora da indústria extrativista, com o aumento da produção de mármore, granito e celulose; além da valorização das commodities.

“Os preços do petróleo e do minério de ferro melhoraram; só o petróleo foi mais de 50%. Isso faz o valor do imposto aumentar”, explica o secretário.

O setor de comunicação e telefonia apresentou crescimento de 11,36% no pagamento do tributo. Comércio e transportes também melhoraram e passaram a pagar mais.

O único setor em que o governo detectou queda na arrecadação foi o de energia elétrica. Isso porque, segundo a Sefaz, durante este ano houve menos períodos vigentes de bandeira vermelha, o que diminuiu o preço da energia e, dessa forma, a quantia arrecadada.

SAMARCO

A evolução positiva na arrecadação, mesmo sem o retorno das atividades da Samarco, que representam 5% do Produto Interno Bruto (PIB) capixaba, são resultado de boas práticas fiscais do Estado, segundo Funchal.

“A gente quer que a Samarco volte, desde que com toda a segurança, porque aí teremos impactos ainda maiores. Mas essa importante melhora que estamos tendo mostra que, até sem a Samarco, o dever de casa está sendo feito na parte fiscal, que está equilibrado, dando confiança às empresas para investir”, ressalta.

Prévia do PIB indica alta de 0,58% no 3º trimestre

A economia brasileira não só manteve a trajetória de crescimento no 3º trimestre deste ano como também registrou aceleração do seu ritmo. É o que revela o resultado do Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), divulgado pelo Banco Central.

Entre julho e setembro, o índice apresentou alta de 0,58% quando comparado com o segundo trimestre de 2017 (abril a junho). O resultado foi calculado após ajuste sazonal, uma espécie de “compensação” para comparar períodos diferentes de um ano.

Esse foi o terceiro trimestre consecutivo de expansão do indicador. Dados revisados pela autoridade monetária apontam para uma alta de 1,1% no primeiro trimestre e de 0,39% no segundo trimestre – sempre na comparação com os trimestres anteriores.

Para 2017, a previsão de analistas do mercado financeiro é de alta do PIB de 0,73%, mas o Banco Central estima uma expansão um pouco menor, da ordem de 0,7%. Já o Ministério do Planejamento prevê uma alta de 0,5%. Os dados do BC mostram que, somente em setembro, o IBC-Br registrou crescimento de 0,40%, na comparação com agosto.

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