Bases que abrigam tropas dos EUA são atacadas no Iraque; Irã assume responsabilidade

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Base aérea de Al-Asad e outra em Erbil foram atingidas. A Guarda Revolucionária do Irã assumiu a responsabilidade pelos lançamentos e afirmou que eles são parte da operação de vingança pela morte do general Qassem Soleimani. Há relatos de vítimas iraquianas.

Por G1

Imagens mostram momento que mísseis são lançados em direção a base americana

   Duas bases no Iraque que abrigam forças americanas e iraquianas foram atingidas por mais de uma dúzia de mísseis nesta terça (7), informou o Pentágono. A base aérea de Ain Al-Asad, no oeste do país, é uma delas, e a outra está em Erbil, na região curda do Iraque.

A Guarda Revolucionária do Irã assumiu a responsabilidade pelos lançamentos dos mísseis, mas inicialmente reconheceu ter atingido apenas a base de Al-Asad.

   A rede de televisão americana CNN informou que há vítimas iraquianas, segundo forças de segurança do Iraque, mas não há informações sobre quantas são ou se elas foram mortas ou feridas. Autoridades americanas informaram à rede que não relatos de vítimas americanas.Emissora iraniana noticia lançamento de mísseis contra alvos no Iraque — Foto: Iribnews/Reprodução

Imagens mostram momento que mísseis são lançados em direção a base americana

Um porta-voz das forças armadas da Noruega disse à Associated Press que cerca de 70 soldados noruegueses estavam na base de Al-Asad, mas afirmou que não houve relatos de feridos.

Bases iraquianas sofrem ataques — Foto: Cida Gonçalves/G1

Uma rede estatal de TV iraniana informou que “dezenas de mísseis” foram lançados contra a base de Al-Asad. O Pentágono confirmou os lançamentos. Segundo a rede de televisão árabe “Al Mayadeen”, citada pela Reuters, há helicópteros americanos na cena e um estado de “alerta total” foi ativado.

“Está claro que esses mísseis foram lançados do Irã”, declarou o Pentágono. “Estamos trabalhando em avaliar os danos iniciais da batalha”.

O presidente americano, Donald Trump, está a par do ataque, segundo a AP. “O presidente foi informado e está monitorando a situação de perto e consultando sua equipe de segurança nacional”, disse a Casa Branca em comunicado.

Stephanie Grisham

?@PressSec

We are aware of the reports of attacks on US facilities in Iraq. The President has been briefed and is monitoring the situation closely and consulting with his national security team.

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O secretário de Estado americano, Mike Pompeo, e o secretário da Defesa, Mark Esper, estão na Casa Branca, segundo a rede CNN.

Vista aérea da base de Ain al-Asad, no deserto de Anbar, no Iraque, em 29 de dezembro de 2019. Base foi um dos alvos de foguetes iranianos na quarta-feira (8). — Foto: AP Photo/Nasser Nasser

Vista aérea da base de Ain al-Asad, no deserto de Anbar, no Iraque, em 29 de dezembro de 2019. Base foi um dos alvos de foguetes iranianos na quarta-feira (8). — Foto: AP Photo/Nasser Nasser

De acordo com a rede de TV iraniana, o ataque é parte da operação de vingança de Teerã, chamada de “Mártir Soleimani”, contra a morte do general Qassem Soleimani, morto na semana passada em um ataque aéreo americano no Iraque. O comandante era chefe da Força Quds, unidade de elite da Guarda Revolucionária iraniana.

“Estamos alertando todos os aliados dos americanos, que deram suas bases ao seu exército terrorista, de que qualquer território que seja ponto de partida de atos agressivos contra o Irã será alvo”, declarou a Guarda Revolucionária do Irã por meio da Irna, a agência de notícias oficial iraniana.

A guarda também ameaçou Israel e alertou os Estados Unidos de que retirem soldados da região para evitar a morte de mais soldados.

 

 

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Misséis atingem base aérea no Iraque usada por militares americanos e Irã assume ataque

Misséis atingem base aérea no Iraque usada por militares americanos e Irã assume ataque

A base aérea de Ain Al-Assad fica no oeste do Iraque, na província de Anbar. Começou a ser usada pelas forças americanas depois da invasão do Iraque pelos EUA em 2003, que derrubou Saddam Hussein. As tropas americanas também ficaram lá durante o combate contra o Estado Islâmico. Cerca de 1,5 mil soldados estão abrigados ali, segundo a AP.

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