Brasil confirma 3.339 casos de sarampo desde junho, 16 estados registram surto

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Por G1

A vacinação é a forma mais eficaz na proteção contra o sarampo — Foto: Susan Hortas/Divulgação

A vacinação é a forma mais eficaz na proteção contra o sarampo — Foto: Susan Hortas/Divulgação

O Brasil confirmou 3.339 novos casos de sarampo no país desde junho, quando um novo surto da doença teve início. De acordo com o boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, publicado nesta sexta-feira (13), dezesseis estados registram surto ativo da doença.

  • Em 90 dias foram notificados 24.011 casos suspeitos
  • A maioria dos casos confirmados está em São Paulo (97,5%)
  • Não houve novos registros de óbitos, foram 4 mortes confirmadas
  • Crianças são mais suscetíveis às complicações e mortes por sarampo
  • Vacinação é a melhor forma de se proteger contra o sarampo

O boletim aponta que, nos últimos três meses, os casos confirmados neste surto representam 89% do total de casos em 2019. Neste período foram notificados em todo o país 24.011 casos suspeitos. Destes, 73,8% seguem em investigação (17.713) e 12,3% foram descartados (2.957).

O estado de São Paulo concentra a maioria (97,5%) dos casos, com 2.708 confirmados e três das quatro mortes por sarampo registradas no país até agora. No estado, duas crianças e um adulto faleceram pela infecção. Outra morte de uma criança foi confirmada em Pernambuco.

Veja os estados com mais casos confirmados:

  • São Paulo (3.254)
  • Rio de Janeiro (18)
  • Pernambuco (13)
  • Minas Gerais (13)*
  • Santa Catarina (12)
  • Paraná (7)
  • Rio Grande do Sul (7)*
  • Maranhão (3)
  • Goiás (3)
  • Distrito Federal (3)
  • Mato Grosso do Sul (1)*
  • Espírito Santo (1)
  • Piauí (1)
  • Rio Grande do Norte (1)
  • Bahia (1)
  • Sergipe (1)

*estados que agora têm novos casos confirmados da doença

Aumento dos casos

O último registro do ministério, de 4 de setembro de 2019, era de 2.753 casos de sarampo no país, desde junho. O aumento no número de ocorrências se deve principalmente à confirmação clínica de casos que estavam em investigação, segundo o Ministério da Saúde.

De acordo com a pasta, nos primeiros meses de 2019, o governo conseguiu interromper a transmissão do vírus do sarampo na região Norte. Alguns meses depois, novos casos foram importados de Israel, Malta e Noruega, iniciando uma nova cadeia de transmissão dentro do país.

Quais são os grupos prioritários?

O governo federal orientou que todos os bebês entre seis meses e menos de um ano devem tomar uma “dose extra” da vacina. Em São Paulo, que concentra a maioria dos casos, a atual campanha contra o sarampo também busca imunizar jovens de 15 a 29 anos.

Além disso, a recomendação é para que todos sigam o Calendário Nacional de Vacinação. Em todo o país, a vacinação contra sarampo na rede pública só ocorre até os 49 anos.

Entenda o que é sarampo, quais os sintomas, como é o tratamento e quem deve se vacinar — Foto: Infografia: Karina Almeida/G1Entenda o que é sarampo, quais os sintomas, como é o tratamento e quem deve se vacinar — Foto: Infografia: Karina Almeida/G1

Entenda o que é sarampo, quais os sintomas, como é o tratamento e quem deve se vacinar — Foto: Infografia: Karina Almeida/G1

Campanha de outubro

O sarampo ganhará destaque na tradicional campanha de vacinação do ministério, que começa em outubro e será feita em duas etapas para interromper a circulação do vírus no país.

Primeira etapa

  • Entre 7 a 25 de outubro, vacinação de crianças de seis meses a menores de 5 anos.
  • O dia D para as crianças acontecerá em 19 de outubro.

Segunda etapa

  • De 18 a 30 de novembro, o foco é a população de 20 a 29 anos.
  • O dia D para jovens e adultos será em 30 de novembro.

Surto no Brasil

Antes considerado um país livre do sarampo, o Brasil perdeu o certificado de eliminação da doença concedido pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) em fevereiro deste ano, após registrar mais de 10 mil casos em 2018. O surto aconteceu principalmente nos estados de Amazonas e Roraima.

Durante as décadas de 1970 e 80, o sarampo ainda era umas das principais causas de mortalidade infantil no Brasil. A partir de 1999, o país não registrou mais mortes pela doença, o que só voltou a ocorrer em 2018.

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