Capixaba está fugindo de casamento: 3 mil registros a menos em 2017

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CARRINHO-MALUCO
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A população do Estado está casando menos, pelo menos oficialmente, segundo o Sindicato dos Notários e Registradores do Espírito Santo (Sinoreg-ES). Os dados mostram também aumento de nascimentos, do ano passado para cá, embora ainda seja menor que o número registrado em 2015.

Como os dados de 2017 mais recentes vão até setembro deste ano, a reportagem comparou os números com os primeiros nove meses de 2015 e de 2016. Houve 16.673 casamentos este ano. No ano passado, foram 19.412 até setembro. Em 2015, 20.985.

“Pode até dizer que nos últimos anos (a diminuição) teve a ver com a crise econômica. Agora, ao longo dos anos, nós acreditamos em mudança cultural. A tendência é de que essa diminuição seja gradativa”, afirma Bruno Bittencourt, assessor jurídico do Sinoreg-ES.

16.673 casamentos

É a quantidade registrada nos cartórios de todo o Estado este ano

O assessor jurídico diz que muitos casais estão preferindo a união estável ao casamento. “É menos burocrático, é mais fácil se quiser se separar e os efeitos são praticamente os mesmos de um casamento”, diz.

Ele cita ainda que depois que o Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu o direito a herança para quem vive em uma união estável, aumentou a preferência por esse tipo de união.

A doceira Shirley Queiroz, 33 anos, adiou para o ano que vem o casamento com o noivo Kadu Vilela. “Desistimos de casar em 2017 porque ficou muito difícil honrar com os compromissos com os fornecedores. Tivemos um prejuízo enorme com a greve da PM. Estávamos desde 2016 vendendo empada na praia para pagar o casamento”, lembra Shirley.

A cerimonialista Daieny Fasolo relata que notou, mais em 2016 do que em 2017, casais adiando a união para este ano. Mas diz que aumentou o tempo de planejamento dos casamentos. “Quem poderia casar este ano passou para o ano que vem para as prestações ficarem mais baixas. Antes era comum um ano de planejamento. Agora são até dois anos”, conta Daieny.

Já sobre nascimentos, foram 43.550 em 2017. Em 2016, foram 42.909 no mesmo período.

Rede gazeta

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