Desempregado, jovem que implorou para ser preso agiu no desespero

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CARRINHO-MALUCO
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Alex Rodrigues de Aguiar, de 23 anos, mora com a família de favor na casa do irmão
Foto:Samira Ferreira

Caso foi registrado na tarde da última sexta (31). Vídeo que mostra Alex Rodrigues de Aguiar pedindo para ser preso circulou nas redes sociais

Pai de dois filhos, desempregado e morando com a família de favor na casa do irmão, Alex Rodrigues de Aguiar, de 23 anos, disse que agiu em um momento de desespero ao procurar a Polícia Militar e pedir para ser preso. O caso foi registrado na tarde da última sexta-feira (31). Um vídeo (veja abaixo) que mostra ele pedindo para ser preso chegou a circular nas redes sociais.

“Desempregado, família para sustentar, morando de favor. Aí aconteceu que deu uma doideira e eu fui lá e pedi para ser preso. Para eu ficar quieto, pelo menos eu ficava num lugar quieto, sem precisar de ninguém. Mas, infelizmente, eles não quiseram me prender”, desabafou.

Alex contou que o policial verificou a ficha dele e disse que não poderia prender um inocente. “Olhou a minha ficha, viu que não devia nada para a Justiça. Falou que não podia me prender porque não podia prender inocente. Pedi para me ajudar me prendendo, ele falou que não podia e que era para eu ir para casa”, contou.

Alex tem ciência que não é bom estar preso. “Não tem muita vantagem estar preso, porque o que eu vejo os outros falando, cadeia não é lugar bom, não. Mas em vista do que eu estou passando, achava que lá seria melhor. Desemprego, conta para pagar, tudo dá errado. Logo, logo, também, geladeira vazia”.

A esposa de Alex, Jéssica Brito de Carvalho, disse que ficou preocupada com a atitude do marido de procurar a polícia. “Fiquei preocupada dele fazer alguma coisa, arrumar uma confusão para poder ser preso. Ele falou que ‘pelo menos eu estando preso, você vai receber alguma coisa porque a vida dos presos está melhor que a da gente aqui fora, passando necessidade'”, contou.

 

De acordo com Jéssica, teve gente que criticou a atitude do marido. “Fiquei triste porque teve muita gente que julgou ele, falando que ele estava drogado, bêbado, mas ele não estava. Ele já pediu ajuda a muita gente e ninguém está pronto para ajudar”.

Alex trabalhava como motoboy entregando gás e foi dispensado há cinco meses. Desde então, estava recebendo o seguro-desemprego, mas o benefício acabou. Hoje, ele, a esposa e os filhos de um e três anos sobrevivem com menos de R$ 200 por mês. Jéssica também está desempregada.

“A gente está vivendo com o Bolsa Família, R$ 167 que a gente recebe por mês. De vez em quando, eu faço um bico de segurança na lagoa dia de domingo, carrego uma terra, alguma coisa assim. O que aparecer, eu faço”.

Alex Rodrigues de Aguiar, 23 anos, está desempregado
Alex Rodrigues de Aguiar, 23 anos, está desempregado
Foto:Samira Ferreira

Sem emprego, o casal ainda tem outra preocupação. A família terá que devolver a casa em breve porque o irmão de Alex vai precisar do imóvel. Jéssica disse que fez um cadastro para conseguir uma casa no bairro Santa Cruz, mas até hoje não conseguiu. “A gente fez o cadastro há mais de três anos e nada de sair”.

Caso haja alguma oportunidade de emprego para Alex, que tem habilitação para conduzir moto, a pessoa interessada em ajudar pode entrar em contato com a família pelo telefone 99628-9961 (Jéssica).

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