Espírito Santo teve 31 assassinatos durante o Carnaval

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Números foram divulgados pelo secretário de Segurança Pública, que afirmou que seis homicídios ocorreram em locais onde aconteciam eventos carnavalescos

Ao todo, 31 assassinatos foram registrados no Espírito Santo durante o feriado de carnaval, de sábado (1º) até terça-feira (4). O balanço foi divulgado nesta quinta-feira (6) pela Secretaria Estadual de Segurança Pública. Desse total, 13% dos homicídios foram registrados onde ocorriam eventos ligados diretamente ao carnaval, principalmente no Sul do Estado.
Em entrevista à Rádio CBN Vitória, o secretário estadual de Segurança Pública, André Garcia, informou que o Serviço de Inteligência das Policiais, apontou que houve um deslocamento normal de pessoas da Grande Vitória para os balneários do
Sul, como as praias no município de Anchieta e Piúma, sem ações criminosas premeditadas.
André Garcia, secretário de Segurança do Espírito Santo
“Aparentemente, essas pessoas se deslocaram para se divertir. Mas o individuo à margem da lei, bandido, se desloca armado porque eventualmente pode encontrar um desafeto. Se empodera de qualquer situação, se alguém por exemplo mexe com a sua namorada, sua esposa, ou dá um esbarrão, e resolve seus conflitos com base na violência e com que ele dispõe na mão, a arma”, afirmou.
Na Grande Vitória, segundo Garcia, não houve registros de homicídios ligados às concentrações de carnaval. Ainda de acordo com o secretário, os crimes já estão sendo solucionados e que boa parte foi motivada por intolerância.
“Alguns desses criminosos foram identificados. Nós temos um elemento preso, um caso relativamente resolvido, precisamos de alguns detalhes, de prova material. Infelizmente temos um percentual muito elevado de crimes de intolerância. O famoso sujeito violento que bebe, está armado, esbarra na pessoa, pratica um crime passional”, explicou.
Efetivo policial
O efetivo policial neste ano foi maior em relação ao ano passado. Para 2015, a estimativa é que a população conte com mais 2.100 policiais militares nas ruas, além de mais 250 policiais civis que estão para serem nomeados. Até o próximo ano, as mil câmeras de videomonitoramento prevista pela Secretaria de Segurança Pública para os municípios que ainda mantém elevado o índice de violência, já estarão instaladas.
O número de blitzes realizadas na entrada dos balneários também aumentou. Neste ano, durante as blitzes de carnaval foram apreendidas 52 armas de fogo, o dobro do que foi registrado em 2013.
Segundo Garcia, no ano passado o Estado bateu o recorde de apreensão de armas de fogo, em um total de 4.200, e disse precisar do apoio de órgãos como Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e do Exército Brasileiro – responsável por fiscalizar o comércio de munições -, para que consiga sempre bater as metas estipuladas para cada batalhão da Região Metropolitana de Vitória.

“Porque o que vemos ano a ano os recordes sendo batidos e o impacto que isso traz.  Neste carnaval, 84% de homicídios registrados apresentaram perfil de perfuração por arma de fogo, ou seja, as vítimas foram baleadas. Esse cenário se dá porque ainda há muita circulação de arma de fogo”, afirmou André Garcia.

Secretário culpa município
André Garcia fez ainda um desabafo sobre o papel da polícia e também os deveres do município, como a fiscalização de blocos carnavalescos e aglomeração de pessoas.
“A fiscalização desses blocos, de pertubação do sossego, a desordem urbana é uma atribuição que cabe ao município, não é um trabalho de polícia. Nós precisamos contar com esse suporte, para que a situação não fuja do controle. Presenciamos diversas situações de descontrole, como blocos alternativos que não existem na programação oficial. Você tem um planejamento de 20 blocos, e de repente tem 50 blocos para policiar em cima da hora”, disse.
O secretário de Segurança frisou que o aumento repentino no número dos blocos de carnaval acaba prejudicando o planejamento feito pelas Polícias Militar e Civil, forçando o deslocamento de equipes. “Você vai ter de tirar esse policiamento de áreas, como por exemplo, o Centro de Vitória, em que precisamos deslocar policiais, em determinado momento, para atender essas ocorrências extraordinárias”, explicou.

Fonte: Rádio CBN Vitória (93,5 FM)

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