Filha é suspeita de assassinar a própria mãe com a ajuda do namorado

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CARRINHO-MALUCO
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Filha suspeita de matar a mãe no RJ diz à polícia que foi obrigada a abortar um bebê (Foto: Acervo Pessoal/Facebook)

Filha suspeita de matar a mãe no RJ diz à polícia que foi obrigada a abortar um bebê (Foto: Acervo Pessoal/Facebook)

Um casal de namorados foi preso, nesta quarta-feira (10), acusado pelo assassinato de Dircelene Botelho, de 51 anos que morreu asfixiada e foi torturada por 40 minutos pela filha, Paloma Vasconcelos, de 21 anos, e o namorado dela, Gabriel Molter, de 26, conforme informou o site G1. A Polícia Civil revelou que Paloma contou em depoimento que começou a planejar a morte da própria mãe depois de ser obrigada a abortar um bebê em 2017.

Em depoimento, Paloma contou que engravidou no ano passado e contou para a mãe sobre a gravidez, mas foi convencida a abortar. Segundo a polícia, a mãe teria procurado uma clínica e pagou R$ 2.500 pelo procedimento.

A Polícia Civil encontrou uma carta dentro de um caderno no quarto de Paloma. Um dos trechos diz: “Você podia ter abortado, mas preferiu ter me criado com falta de seu amor materno. Você não sabe a falta que me faz”. De acordo com o delegado Claudio Batista, a carta “anuncia um sofrimento por achar que não tinha um tratamento que gostaria de ter por parte da mãe”.

O delegado adjunto da 105ª DP, André Prattes, contou como o crime foi cometido pelo casal. “O fato indica que a vítima, ao sair do banheiro, foi abordada pelos dois com um pano de formol colocado sobre o rosto, fazendo com que a vítima perdesse a consciência. Juntos, eles colocaram saco plástico e fitas adesivas sobre seu rosto, impedindo a circulação, a respiração da vítima”, afirmou. Disse ainda que, após matar Dircelene, o casal pegou um estetoscópio para confirmar se o “óbito aconteceu ou não”.

A polícia também encontrou vários tipos de comida dentro dos armários. O pai da jovem, que é advogado e também faz a defesa dela, informou à polícia que outros alimentos dentro da casa podem estar envenenados. Uma perícia interditou o local.

Conforme as investigações, Paloma e Gabriel desconstruíram e prepararam o corpo da mulher de maneira que os outros parentes pensassem que a Dircelene teve uma morte natural. O padastro da jovem, no entanto, desconfiou após ver uma movimentação suspeita do casal registradas pela câmera instalada de frente para o armário no quarto do casal. Ele resolveu fazer a denúncia na polícia e entregou as imagens. Ele e Dircelene instalaram porque desconfiavam que a jovem estava furtando dinheiro que ficava guardado no cômodo.

O laudo da exumação do corpo aponta que Dircelene morreu por asfixia mecânica por sufocação direta. Na ocasião, o óbito foi atestado por um médico desconhecendo o histórico de brigas entre a mãe e a filha, além do fato de que não havia sinais externos de violência. Posteriormente, após a denúncia do padastro, o corpo foi exumado e as causa do óbito foi constatada.

Três dias após o crime, as prisões de Paloma e de Gabriel foram expedidas. Não foram presos na ocasião por conta do período eleitoral. No dia seguinte, os dois se apresentaram na 105ª DP (Petrópolis) confessaram o crime e foram liberados, por conta do período de anistia das eleições. Nesta terça-feira, porém, ambos foram presos. Os dois, ainda conforme informou a Polícia Civil, serão indiciados pelo crime de homicídio duplamente qualificado. Dircelene morreu na noite de terça-feira (2), no bairro Bingen, em Petrópolis, na Região Serrana do Rio e foi enterrada na quarta-feira (3).

Vivian Andrade, advogada do viúvo da vítima, disse à Inter TV que toda a motivação do crime foi patrimonial. “Não seria justo com a família que a autora do crime ficasse com os bens da vítima. Posteriormente, meu cliente vai abrir mão de toda herança em favor dos pais da vítima. O interesse dele não é algum pelos bens”, afirmou.

Já Carlos Andrade, advogado criminal que atua como assistente no caso, disse que existia um “conflito pequeno” entre mãe e filha. “Nos últimos seis meses, a mãe cobrava da filha uma postura em relação ao trabalho e a filha se negava. E também não aceitava o namorado da filha porque ele também não tinha essa postura e estava proibido de entrar na casa. Mas nós entendemos que isso não é um motivo para o crime”, explicou.

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