Francisquense é queimada viva pelo marido e enteado na Serra. Homem foi preso

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Por Glacieri Carraretto

1_sfsd-4699749-300x300A Polícia Civil prendeu os dois suspeitos de queimarem viva a dona de casa Eloina Paula Ferreira de Oliveira, 31 anos, em Cariacica. Os acusados do crime são o marido dela, o ajudante de pedreiro Luis Carlos Ferreira da Cruz, 45 anos, preso nesta quarta, e o filho dele, Alexsandro Rodrigues da Cruz, 24, preso há cerca de um mês.

Segundo o delegado Janderson Lube, titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPM), as investigações levaram aos dois suspeitos, que foram os últimos a estarem com Eloina ainda viva.

Eles teriam discutido na madrugada do dia 23 de setembro. O casal, as duas filhas pequenas do casal, e Alexsandro estavam em uma casa em Jardim Carapina, na Serra.

Eles viajariam, na madrugada do dia 23, para Barra de São Francisco, no Norte do Estado, onde a família residia.

Eloina e as filhas foram para a Serra pois a filha caçula fazia um tratamento de saúde e, ao fim dele, retornariam para Barra de São Francisco. No entanto, Eloina e o marido teriam discutido, pois a dona de casa não aceitava que o enteado fosse com a família, uma vez que os dois tinham sérios problemas de relacionamento.

Sabemos que depois dessa discussão ela foi ferida e levada no banco de trás no carro do marido, um Renault Clio de cor branca, até Cariacica”, pontuou o delegado.

A constatação foi feita após os peritos criminais encontrarem sangue no banco traseiro do veículo. Após exame de DNA, ficou comprovado que o sangue era de Eloina.

No mesmo dia, por volta das 6h30, moradores viram chamas em um terreno baldio na localidade de Nova Campo Grande, Cariacica. “As testemunhas contaram que, ao irem verificar o que estava pegando fogo, já encontraram o corpo carbonizado”, explicou o delegado.

Porém, ninguém sabia de quem era o corpo encontrado. Ele foi recolhido e levado para o DML.

A família ficou por cerca de seis dias procurando por Eloina e fizeram o exame de arcada dentária no corpo carbonizado, que deu positivo.

A partir daí, a polícia passou a investigar o caso como assassinato e chegou marido e ao filho dele.

Família e amigos fizeram mutirão para achar vítima

1_nhjguj-4699739-300x300Eloina teria sido morta após discussão dentro de casa

Na época do desaparecimento da dona de casa, a família procurou por informações de Eloina em diversos locais. A vítima morava em Barra de São Francisco há três meses, mas precisou voltar para a Serra porque a filha caçula precisou fazer uma cirurgia na perna.

O último contato de Eloina com a família foi no dia 22 de setembro, véspera da viagem que faria. “Na quinta-feira à noite, minha irmã contou que ia sair cedo para a Barra e se despediu. Ela ficou 20 dias na casa dos nossos pais, mas queria voltar para comemorar o aniversário da filha”, disse o irmão dela, 44 anos, na época do desaparecimento.

No entanto, Eloina nunca chegou à Barra de São Francisco. Um mutirão de amigos e colegas da igreja que ela frequentada se uniram para encontrar pistar da dona de casa.

O corpo dela só foi reconhecido pela família seis dias depois, no Departamento Médico Legal, em Vitória.

Acusado não explica evidências

O filho de Luis Carlos, Alexsandro Rodrigues da Cruz, 24 anos, foi preso no dia 15 de outubro de 2016, na Serra. Ele foi localizado por policiais militares em um salão de beleza em Carapina.

Contra ele, já havia o mandado de prisão expedido pela Justiça e pedido pelo delegado Janderson. Ontem, os policiais localizaram o pai dele, em uma obra, no bairro Jardim Limoeiro, na Serra. “Desde a prisão do filho, ele passou a viver de bairro em bairro, sem ter paradeiro certo, para escapar de ser preso também”, contou o delegado Janderson

Lube. O acusado nega o crime, mas desconversa quando questionado sobre a participação do filho no crime.

“O carro era meu mas eu não estou podendo dirigir pois me acidentei. Só quem usava o carro era eu e meu filho. As chaves estavam com ele”, afirmou Luis Carlos.

Ao ser questionado se ele, então, acreditava que o filho havia matado a esposa, ele pontua, sem qualquer nervosismo.

“A polícia tem que ver isso. Não tenho certeza que meu filho é inocente”, pontuou.

Por duas vezes, Luis Carlos foi acusado de agredir a esposa. Porém, os dois inquéritos não foram a frente pois Eloina retirou a queixa.

Fonte: A Gazeta

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