Helicóptero de Perrella que transportou cocaína será usado para ajudar atingidos pelas chuvas no ES

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Enzo Menezes, do R7

Polícia Federal poderá usar carro de traficante até o fim do processoRecord Minas

O juiz Federal Marcus Vinícius Figueiredo de Oliveira Costa autorizou o governo do Espírito Santo a utilizar o helicóptero da família do senador Zezé Perrella (PDT)apreendido com 445 kg de cocaína em novembro de 2013. A decisão foi publicada pela Justiça Federal do ES na última terça-feira (7). O governador Renato Casagrande (PSB) se manifestou no processo favorável ao uso da aeronave. Ela deve ser empregada para auxiliar as vítimas das chuvas no estado.

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O helicóptero modelo Robinson-66 prefixo PRGZP, avaliado em R$ 3 milhões, está sob custódia da Polícia Militar e deve ajudar em operações do NOTAer (Núcleo de Operações e Transporte Aéreo). Segundo o juiz, “não interessa, por enquanto, restituir a aeronave, tampouco depositá-la em mãos de seus proprietários”. Como o estado terá custos com manutenção, seu uso para fins de segurança pública foi autorizado.

O advogado de Perrella, Antônio Carlos de Almeida Castro, que pediu a devolução da aeronave, agora afirma que concorda com seu uso provisório para atendimento às cidades afetadas pelas chuvas no Espírito Santo.

— Entendo que é justo que fique nesse momento para atender cidades em emergência por causa das chuvas. Quando passar essa situação, tentaremos novamente a devolução.

O carro apreendido com a quadrilha, que recebia a droga retirada do helicóptero, será usado em operações da Polícia Federal até que a Justiça decida sua destinação. O Polo Sedan de Robson Ferreira Dias, um dos presos na operação, teve o uso autorizado pelo próprio dono.

Justiça não autorizou devolução

A Limeira Agropecuária e Participações, do deputado Gustavo Perrella (SDD) pediu a devolução do helicóptero, mas o pedido foi negado pelo juiz, que lembrou que a perícia completa ainda nem foi apresentada no processo. Quatro homens, incluindo o piloto particular do deputado, foram presos em flagrante.

O Ministério Público Federal sugeriu que um funcionário da empresa pudesse ligar os motores periodicamente para evitar problemas mecânicos, mas esse pedido também foi negado, sob justificativa de que a entrada de funcionários em área restrita colocaria “interesses econômicos privados acima dos interesses” coletivos.

A Justiça destacou que, apesar de não haver indícios de participação de Perrella no transporte da droga, “a investigação ainda não foi concluída” e que, portanto, “seria prematuro afirmar categoricamente a existência de boa-fé” dos proprietários ao tentar reaver a aeronave antes do fim do processo.

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