Pai de jovem que matou a ex-namorada pede condenação do filho

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CARRINHO-MALUCO
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Data: 19/03/2014 - ES - Vitória - Cristian Cunha, acusado de assassinar a vendedora Bárbara Richardelle - Editoria: Polícia - Foto: Marcos Fernandez - NA

Em nota, Carlos Eduardo Cunha se mostra consternado com a situação vivida pelo filho, demonstra apoio a mãe e a família da vítima

Foto: Arquivo

Foto: Arquivo Assassino de Bárbara Richardelle

 

No dia em que Christian Cunha, de 21 anos, enfrenta júri popular pela morte da ex-namorada, a vendedora Bárbara Richardelle, o pai do eletricista de 21 anos desabafa: “Faço questão que meu filho seja condenado e pague por este crime para que sirva de exemplo para quem pretenda fazer o mesmo”.

Christian matou a jovem com golpes de cavadeira. Em seguida, comeu um churrasquinho e tomou guaraná ao lado do corpo
Em nota, Carlos Eduardo Cunha se mostra consternado com a situação vivida pelo filho, demonstra apoio à mãe e a família da vítima. “Penso na dor desta mãe todos os dias. Sinto vontade de dar uma abraço nela e pedir perdão pelo meu filho, mesmo que ela não o perdoe. Gostaria tanto de mostrar a ela o quando eu sofro com tudo isso”, diz um dos trechos.
O pai do acusado também expõe as dificuldades que a própria família tem enfrentado no decorrer do processo. O autor da nota conta que muitas pessoas se valeram da situação fragilizada para “destruir nossa imagem (da família) e assim prejudicar mais e mais todo o processo que por si só já tem o seu peso”.
Veja a nota na íntegra:
Eduardo Cunha, pai de Christian Cunha
Esta nota é o desabafo de um Pai que ama o seu Filho.
Pouco mais de dois anos se passaram e a dor das duas Famílias continua grande com uma tristeza infinitamente insuperável. O Júri de hoje define a condenação de meu Filho mas independentemente do resultado, a Barbara não volta mais; ficará nas lembranças de todos nós. Ao contrário da opinião de muitos, me importo sim e muito com os sentimentos da mãe de Barbara… Penso na dor desta mãe todos os dias. Sinto vontade de dar uma abraço nela e pedir perdão pelo meu Filho mesmo que ela não o perdoe. Gostaria tanto de mostrar a ela o quando eu sofro com tudo isso.
Nos últimos dois anos passamos por uma imensa dor. Além disso, fomos alvo de injustiças onde pessoas se aproveitaram do caso e de nossa fragilidade para nos atingir. Se valeram de mentiras para tentar destruir nossa imagem e assim prejudicar mais e mais todo o processo que por si só já tem o seu peso.
Sei que meu Filho fez a pior coisa que um ser humano possa fazer e independente da motivação, eu, minha família, a sociedade e a Justiça estamos juntos em busca de justiça mas é civilizado que tenhamos um julgamento na forma da Lei. Durante os últimos dois anos a sociedade julgou e condenou meu Filho da mesma forma irracional que possivelmente Ele agiu no momento do crime. Não podemos nos igualar.
Alguns mecanismos de comunicação inflamaram os desejos da população apenas para vender jornais. Políticos também tentaram se aproveitar. Outros crimes de tamanha grandeza não foram tão explorados e deveriam ser. Em hipótese alguma e em nenhum momento eu desejei uma absolvição para o meu Filho e Ele sabe disso e concorda comigo. Eu e Ele debatemos muito isso e o arrependimento dele está nítido nele porém, o arrependimento é importante mas não trará a Barbara de volta.
Gostaria de pedir a todos os Pais que conversem com seus filhos, que digam a eles o quanto os ama e o quanto é importante preservar a vida… Digam a eles o quanto a mãe da Barbara sofre todos os dias e o quanto Eu sofro com meu Filho preso e com o futuro destruído… Peçam a eles que nunca cometam esse erro. Isso pode sim acontecer com qualquer pessoa. Eu nunca imaginei que passaria por isso e estou passando. Devemos ensinar às próximas gerações o valor da vida.
É lamentável mas só me resta pedir perdão a Deus e à sociedade pelo crime que meu filho cometeu e esperar que possamos descobrir um jeito para diminuir a estatística. Não vou abandonar meu Filho. É meu Filho e sempre será e minha missão em torná-lo uma pessoa melhor não acabou ainda. Mais uma vez eu afirmo que meu compromisso com a sociedade será cumprido e do meu filho com a justiça também.
Não há justiça sem respeito à Lei.
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