Parque Estadual Cachoeira da Fumaça restaura trilhas danificadas

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O Parque Estadual Cachoeira da Fumaça (PECF), localizado no município de Alegre, vem realizando ações de restauração das trilhas. Em tempos de distanciamento social, com as unidades de conservação do Estado fechadas para visitas, o Parque aproveita a baixa de atividades com o público externo para realizar trabalhos de conservação.

A histórica enchente do final de janeiro deste ano destruiu algumas estruturas do PECF. A força da água fez escavações na área de banho, situada em frente à cachoeira, fazendo a encosta existente recuar cerca de cinco metros.

“Várias pedras que formavam o piso das trilhas naturais foram arrancadas. Outro local bastante danificado foi o ponto final da trilha adaptada para pessoas com dificuldade de locomoção. Esse trecho faz parte do projeto Trilha Cidadã. Ali, trechos da trilha foram erodidos e diversas árvores que sombreavam esse espaço foram derrubadas”, relata o gestor do PECF, Leoni Soares Contaifer.

A enchente também danificou a interseção das trilhas das pedras com a trilha beira-rio, que faz a ligação da área de banho com o espaço de vivência. A força da água arrancou trechos inteiros dessa trilha, fazendo solapar dois pontos da encosta, provocando sua interdição.

Conservação

“Com o fechamento do Parque pelo Decreto 4604-R, de 19 de março de 2020, a equipe da unidade de conservação vem se ocupando no restabelecimento dos locais danificados na enchente, inclusive com melhorias em relação a condição anterior. Os pisos das trilhas afetadas estão sendo restabelecidos e refeito o nivelamento. Novos corrimãos estão sendo instalados também”, revela o gestor.

Assim, novas pedras foram acomodadas na trilha da área de banho e nos seus acessos. A equipe do Parque construiu muros de contenção nas encostas que desmoronaram, preenchendo os espaços com rocha, terra e outros materiais disponíveis, como troncos de árvores. Outros trechos e acessos danificados também foram reconstruídos, utilizando como material pequenas rochas e terra.

“É importante destacar que quase a totalidade do material utilizado como matéria-prima nessa reforma foi aproveitada de dentro da unidade, buscando produzir no ambiente o aspecto mais natural possível, evitando características artificiais”, destaca.

A intenção é que as trilhas estejam em plenas condições de receber os visitantes assim que o Parque for reaberto e que novas trilhas sejam estruturadas e sinalizadas o mais breve possível para que também sejam oferecidas como atrativos ao público que frequenta o Parque. Segundo o gestor, essa última ação já está prevista no Plano Emergencial de Uso Público do PECF.

Saiba mais:

O que foi a histórica enchente ocorrida no final de janeiro deste ano?

No período, segundo dados do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), a estação pluviométrica de Ibitirama, cidade localizada acima do PECF, registrou 211 mm em um intervalo de 30 dias entre os meses de janeiro e fevereiro.

Essa precipitação, somada às chuvas das cabeceiras do rio Braço Norte Direito, fez seu nível subir 8 metros acima do normal. Esse evento de grandes proporções atingiu toda a bacia hidrográfica do rio Itapemirim e causou a queda de várias barreiras e pontes, interdição de estradas e incontáveis prejuízos às propriedades rurais.

Na época, o Governo do Estado realizou uma série de medidas emergenciais para reestruturação dos municípios afetados pelas chuvas na região sul do Espírito Santo, com um repasse de R$ 214 milhões. Todo o recurso foi proveniente dos cofres do Estado.

 

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