Casal de pastores é preso acusado de contratar pistoleiro para matar ex-funcionário no ES

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Crime aconteceu devido a uma dívida trabalhista. Luciano Pessoti foi morto em Guarapari
Ediana e Adriano queriam que a vítima devolvesse parte de um terreno (Foto: Acervo pessoal)

Ediana e Adriano queriam que a vítima devolvesse parte de um terreno (Foto: Acervo pessoal)

 

Um casal de pastores da Igreja Assembleia de Deus Ministério Semeando Fogo, de Venda Nova do Imigrante, na região Serrana do Estado, foi preso acusado de contratar um matador de aluguel para assassinar um ex-funcionário. O crime teria sido motivado pela disputa por um terreno, que fica em Guarapari. O executor também foi preso.

De acordo com o delegado Franco Malini, responsável pela Delegacia de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) de Guarapari, Wellington da Silva Gomes, de 34 anos, teria sido contratado pelo casal de pastores Adriano Welten Faiolli, 36, e Ediana Luzia Frontini, 47, para matar o agricultor Luciano Laís Pessoti, de 40 anos.

O homicídio ocorreu março do ano passado, em Guarapari. Luciano levou um tiro no peito enquanto passava de moto por uma rua da localidade de Deserto, na zona rural da Cidade Saúde.

“Primeiro Wellington deu um tiro nele (Luciano), que estava passando de moto. A vítima caiu e Wellington chegou a espancá-la. Luciano morreu por traumatismo craniano”, detalhou Malini.

Após um ano de investigações, a polícia chegou ao assassino e aos mandantes do crime. “Wellington disse que agiu em legítima defesa, mas isso não procede. Ele deu um tiro no Luciano, que não tinha arma, e ainda o espancou. Já o casal (de pastores) negou ter encomendado o crime”.

O delegado revelou também que os pastores moravam em Venda Nova do Imigrante, onde fundaram a igreja, e, alguns anos antes do crime, se mudaram para o interior de Guarapari, onde tinham um terreno. Luciano era agricultor e trabalhava para o casal em Venda Nova (na igreja e na lavoura).

Quando o funcionário foi demitido, ele recebeu parte do terreno em Guarapari como pagamento da dívida trabalhista. O local virou alvo de disputa, pois, segundo o delegado, o casal queria o pedaço de terra de volta e a vítima não aceitava devolver.

Wellington teria sido contratado pelos pastores um mês antes do crime e também estaria vigiando os passos de Luciano.

Segundo o delegado, os três acusados foram presos ontem e foram autuados por homicídio (Adriano e Ediana como mandantes e Wellington como executor).

Delegado Franco Malini (Foto: Roberta Bourguignon / AT)

Delegado Franco Malini (Foto: Roberta Bourguignon / AT)

Terreno foi motivo de crime, diz delegado

As investigações da Delegacia de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) de Guarapari apontam que a morte de Luciano Laís Pessoti, 40, foi motivada por uma disputa por terras, no mesmo município.

Segundo a polícia, parte de um terreno que pertence ao casal de pastores Adriano Welten Faiolli, 36, e Ediana Luzia Frontini, 47, foi cedida a Luciano, como pagamento de uma dívida trabalhista. O valor devido seria de R$ 100 mil.

“Foi dada uma parte do terreno (em Guarapari) para quitar a dívida. Quando Luciano começou a residir no local, o casal pediu o terreno de volta. Mas a vítima se recusou e foi morta”, explicou o delegado Franco Malini, da DHPP. De acordo com ele, a recusa de Luciano deu início a uma “guerra entre o casal e a vítima”.

Foi então que Wellington da Silva Gomes, 34, entrou em cena. Ele foi contratado para trabalhar no local, mas, segundo a polícia, estava sendo pago para vigiar e, depois, matar Luciano.

A Igreja Assembleia de Deus Ministério Semeando Fogo, de Venda Nova do Imigrante, permanece em atividade. Adriano aparece como sócio-administrador da igreja, que tem o Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) ativo.

Os três acusados vão ser transferidos para o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Guarapari

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