Polícia examina corpos de capixaba e mineiras encontrados em tanque de dejetos de animais

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CARRINHO-MALUCO
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Por causa da complexidade do caso, o exame envolverá a utilização de recursos radiológicos

A polícia portuguesa fará nesta terça-feira (30) a autópsia nos corpos das três brasileiras, entre elas uma capixaba, encontrados na sexta-feira (26) em Tires, Cascais, informou o porta-voz do Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses, Mário Martins, ao site português Público.

A ordem do Ministério Público para a realização das autópsias só chegou nesta segunda-feira (29) à delegacia do Sul do instituto, em Lisboa. Por causa da complexidade do caso – devido ao avançado estado de decomposição, o exame envolverá a utilização de recursos radiológicos e por isso só poderá ser feito nesta terça.

A jovem de Nova Venécia Thayane Milla Mendes Dias, a namorada dela Lidiana Neves Santana e a amiga Michele (irmã de Lidiana) estavam desaparecidas em Portugal desde janeiro. Os corpos foram encontrados nesta sexta-feira (26) em um tanque de dejetos de animais de um hotel de cachorros na cidade portuguesa de Cascais. O companheiro de Michele, que também é brasileiro, trabalhava na empresa veterinária onde os corpos foram encontrados e teria se entregado à Polícia Federal, em Minas Gerais, confessando o triplo homicídio, segundo informações da imprensa portuguesa. Após prestar depoimento, ele foi liberado, de acordo com sites de Portugal.
Foto: Montagem | Gazeta OnlineAs irmãs Michele e Lidiana e a capixaba Thayane

Solange Santana Leite, mãe de Michele e Lidiana, acredita que o namorado de Michele tenha participação na morte das jovens.
A capixaba Thayane, de 21 anos, viajou no dia 28 de janeiro para Lisboa, onde começaria a trabalhar em uma creche. Segundo a mãe dela, a filha iria morar com as amigas Michele Santana Ferreira, de 28 anos, e Lidiana Neves Santana, de 16, que são irmãs. Desde então, familiares e amigos no Brasil não conseguiam contato com as jovens.
Michele trabalhava em Lisboa como doméstica há 9 anos e convidou a irmã mais nova, Lidiana, para estudar e morar em Portugal no final de 2015. As irmãs dividiam um apartamento com o companheiro de Michele, que é brasileiro e é dono da residência. Michele mantinha um relacionamento com o companheiro, principal acusado do crime, há 9 anos e estava grávida de 3 meses, segundo parentes. As duas conheciam a capixaba Thayane e fizeram o convite para que ela também trabalhasse em Lisboa, oferecendo o apartamento.
A capixaba Thayane, de 21 anos, viajou no dia 28 de janeiro para Lisboa, onde começaria a trabalhar em uma creche.
“O companheiro de Michele relatou que as três foram para Londres, que Michele tinha largado o emprego. Mas eu não confiei nessa história porque ela me falaria, não mudaria de país sem falar e ainda um amigo chegou a dizer que eles tinham um relacionamento explosivo”, relatou Solange, que é auxiliar de serviços gerais e mora em Campanário, em Minas Gerais.
Na época, a polícia da Inglaterra também foi acionada e não foi constatada a entrada das meninas no país. O Itamaraty acompanhou as investigações policiais e atualizava as famílias sobre as novidades do caso. Nas investigações estão a Interpol e o adido policial britânico.
De acordo com a mãe da capixaba, a também auxiliar de serviços gerais, o ex-companheiro de Michele voltou para o Brasil depois que os familiares tomaram conhecimento do sumiço das jovens.
“Estou muito abalada. Ainda não temos notícias sobre a investigação. Não sei nem como vou trazer o corpo para o Brasil”, desabafou Tânia.
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