Prefeito de Águia Branca é vítima do “golpe do WhatsApp”; entenda

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CARRINHO-MALUCO
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Os golpistas de Whatsapp estão de olho em prefeitos do Espírito Santo. Só nesta semana, três casos envolvendo chefes de executivos municipais foram registrados pela polícia.

O prefeito Ângelo Antônio Corteletti (Brizola), de Águia Branca, região Noroeste do Estado, é vítima mais recente do golpe. Ele informou, por meio de uma rede social, que teve o celular clonado. Outros dois prefeitos, de Anchieta e Santa Teresa, tiveram o mesmo problema.

Brizola disse que estava na prefeitura e o celular ficou três horas fora de área e seus contatos receberam uma mensagem através do aplicativo de mensagens do WhatsApp.

Na publicação, o prefeito informou que só percebeu a situação quando foi questionado pelas pessoas e procurou a Polícia Civil para fazer o registro da ocorrência.

Brizola pediu para que as pessoas que recebessem as mensagens deveriam desconsiderá-la, e não repassar qualquer informação. O conteúdo da mensagem não foi informado pelo prefeito. A reportagem tentou, mas não conseguiu falar com Brizola.

A Polícia Civil de Águia Branca confirmou o registro da ocorrência, mas informou que não poderia fornecer mais detalhes, já que o delegado havia encerrado o expediente.

O prefeito de Santa Teresa, na região Serrana do Espírito Santo, também teve o chip clonado por um golpista que pediu para os contatos do político, via WhatsApp, depositarem dinheiro em uma conta bancária. Gilson Amaro, de 72 anos, disse que só se deu conta do golpe, que aconteceu na terça-feira (3), no final da tarde, quando a filha dele recebeu o pedido do golpista para que ela depositasse o valor de R$ 10 mil em uma conta e ela retornou para ele em outro número.

“O golpista clonou meu chip e disse à minha filha que eu estava necessitando de R$ 10 mil com urgência e ela teria que realizar o depósito. Depois de falar com o cara, ela ligou para mim em outro número e confirmou que se tratava de um golpe. Procurei a polícia assim que soube”.

O prefeito informou que o golpista pediu dinheiro para muita gente e um amigo chegou a depositar a quantia de R$ 1,5 mil na conta que o criminoso solicitou.

“Minha filha colocou um alerta na rede social para avisar a todos. Consegui recuperar meu número na operadora, e a polícia está investigando para descobrir quem foi”. E continuou: “É a primeira vez que isso acontece e fiquei muito nervoso com essa situação, porque muita gente poderia ter caído nesse golpe. Vou entrar com um processo contra a operadora também porque meu chip foi clonado em uma loja”, finalizou.

O titular da 7º Delegacia de Santa Teresa, Olair dos Santoso, afirmou que investiga o caso.

ANCHIETA

Fabrício Petri também foi alvo de um golpe no WhatsApp

Fabrício Petri também foi alvo de um golpe no WhatsApp

O prefeito de Anchieta, Fabrício Petri (PMDB), também foi vítima de um golpe no Whatsapp no último domingo (1). Um criminoso teria clonado o celular do prefeito e feito pedidos de dinheiro em um grupo com secretários e assessores do município.

Segundo a equipe do político, o golpista, se passando pelo prefeito, perguntou aos membros do grupo do secretariado da prefeitura se alguém possuía o aplicativo do Banco do Brasil.

Aos que respondiam que tinham o recurso, uma conversa era iniciada no privado, onde o fraudador, se passando por Petri, alegava que precisava fazer uma transferência de R$ 11 mil para uma pessoa, mas, como o limite de transferência era de R$ 10 mil em sua conta e a agência estava fechada por ser domingo, ele pedia para o aliado que transferisse os R$ 1 mil restantes, que a dívida seria paga na segunda-feira (2).

O mesmo golpe também foi aplicado em um grupo da própria família do prefeito.

DELEGADA ALERTA

Em agosto, a titular da Delegacia Especializada em Repressão aos Crimes Eletrônicos (DRCE), Cláudia Dematté, informou à jornalista Lara Rosado, do portal Gazeta Online, que este tipo de golpe tem acontecido em todo Brasil. Ela explicou que os criminosos habilitam o número da vítima em outro chip que está em poder deles. Ao baixarem o Whatsapp, eles passam a ter acesso a todas as informações e contatos da conta da vítima.

Questionada sobre como os bandidos têm acesso aos números das pessoas, a delegada explicou que existem várias linhas de investigação

Questionada sobre como os bandidos têm acesso aos números das pessoas, a delegada explicou que existem várias linhas de investigação Foto: Ricardo Medeiros

Questionada sobre como os bandidos têm acesso aos números das pessoas, a delegada explicou que existem várias linhas de investigação. “Desde burlar o sistema das operadoras até caso de envolvimento de funcionários e ex-funcionários das operadoras”, informou.

COMO SE PREVENIR?

A orientação da polícia para se prevenir deste golpe é fazer a atualização de segurança do Whatsapp, chamada de verificação em duas etapas. O passo a passo é o seguinte:

Abra o app do WhatsApp;

Acesse as “Configurações” do app;

 Toque na opção “Conta”;

Toque na opção “Verificação em duas etapas” e clique no botão “Ativar”.

 Informe uma senha numérica de 6 dígitos, e repita a digitação.

 É possível informar uma conta de e-mail para a recuperação da senha, mas é uma etapa opcional. Mas se não for cadastrada uma conta de e-mail para recuperação e a senha for perdida, a conta do WhatsApp não poderá ser cadastrada novamente e ela será perdida definitivamente.

A polícia explicou que ao fazer esse procedimento, mesmo que alguém clone o chip, a pessoa não terá acesso a essa senha. Quem for vítima deste golpe deve procurar a DRCE para fazer o registro de ocorrência. “Alguns casos já estão em investigação pela delegacia, mas não passaremos mais detalhes para não prejudicar as investigações”, afirmou Dematté.

Fonte: Gazetaonline

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