Promotor de Justiça Creumir Guerra é encontrado morto em sua residência em Barra de São Francisco

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Por: Carlos Madureira

Encontrado morto em sua residência, localizada próxima ao depósito de Gás do Pedrão, no centro da cidade, na tarde desta sexta-feira (07), o promotor de Justiça Creumir Guerra. Ele aparentemente teria perdido a vida por enforcamento e embora não seja oficial a causa de sua morte, teria sido encontrado o corpo sustentado por uma corda em volta do pescoço. A notícia pegou de surpresa toda Barra de São Francisco e também a de Pancas, sendo esta última cidade em que ele estava atuando pelo Ministério Público.

Homem de uma capacidade extrema de raciocínio lógico, amante dos esportes e da natureza, sua morte deixa uma grande incógnita para quem o conheceu e o admirava. Em sua prática esportiva, era amante do ciclismo e sobre uma bicicleta, percorria constantemente em seus dias de folga, centenas de quilômetros, muitas vezes acompanhado de amigos e colegas de trabalho.

Sua atuação na promotoria pública, sempre foi pautada por gestos de grandeza e em acolhimento aos injustiçados. Atuou com precisão e coerência, durante anos no MP sede Barra de São Francisco, chegando a alcançar conciliações das mais diversas em praticamente todos os setores da sociedade, civil, empresarial e cultural e principalmente na área de Direito.

Divorciado, pouco se sabe de sua vida pessoal, sempre pautada pela discrição, companheirismo e trabalho. Promotor de justiça e anterior: Prefeitura Municipal de Mantenópolis e Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo. Estudou Doutorado na instituição de ensino Universidad del Museo Social Argentino,. Era formado pela Universidade Autonoma Del Assuncion e Fadivale – Faculdade de Direito do Vale do Rio Doce, conforme descreveu em sua página social do Facebook.

Ele escreveu em seu blog (https://creumir.wordpress.com), que nas democracias o parlamento representa o povo, através de eleições livres. É eleito aquele candidato cujas ideias são as mesmas de quem o elegeu. Desta forma toda decisão do deputado ou senador é em favor daqueles que o alçou ao poder. Na teoria é bonito, mas a prática mostra outra coisa. Na hora H quem manda mesmo é o lobby (do inglês – é o nome que se dá à atividade de pressão de grupos, ostensiva ou velada, com o objetivo de interferir diretamente nas decisões do poder público, em especial do Legislativo, em favor de interesses privados). É a bancada dos ruralistas, dos evangélicos, dos ambientalistas, dos banqueiros, etc. cada um defendendo o seu pirão.

* Texto – Carlos Madureira

 

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