Suspeito de estuprar 3 cunhadas é preso no ES

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As três irmãs afirmaram terem sofrido abuso sexual do homem, em Vila Velha. As vítimas têm 12, 15 e 20 anos.

Um homem de 30 anos foi preso, suspeito de abusar sexualmente das três cunhadas, foi preso em Vila Velha, nesta segunda-feira (8). Ele foi preso em flagrante por estupro de vulnerável e encaminhado para o Centro de Triagem de Viana.

As três irmãs, que têm 12, 15 e 20 anos, contaram os crimes à polícia. A mais velha disse que os abusos aconteceram quando ela tinha 15 anos.

“Dormia na casa da minha irmã, ela dormia no meio e minhas outras irmãs junto. Ele aproveitava e me abusava”, disse a vítima, que não vai ser identificada.

A jovem garante que tentou contar sobre os abusos, mas ninguém acreditava nela. “Não acreditavam, acreditavam mais nele do que em mim”, falou.

Vítima relatou os abusos que sofreu do cunhado aos 15 anos, no Espírito Santo — Foto: Manoel Neto/ TV Gazeta

Ela contou ainda que deixou de frequentar a casa da irmã mais velha e foi morar com um namorado, aos 17 anos. O trauma persiste até hoje. “Foi um trauma muito grande, difícil. Olhar para a cara dele todos os dias era muito difícil”, completou.

Segundo Conselho Tutelar de Vila Velha, a irmã mais nova, de 12 anos, participa de um projeto social quando não está na escola.

No horário da saída, no fim da tarde, ela disse que não queria ir embora. A equipe do projeto conversou com a menina, que desabafou. Ela contou que não aguentava mais ser molestada.

“Ela me contou que todos os dias ela estava sofrendo abuso. Ela estava sendo molestado pelo companheiro da irmã mais velha dela”, disse Maria Aparecida Gomes, conselheira tutelar.

O caso chegou ao Conselho Tutelar por volta das 17h. A conselheira conversou com as três irmãs, que contaram sobre os abusos. “A irmã mais velha diz que ela inclusive sofreu estupro por conta dessa pessoa”, completou.

A Guarda Municipal de Vila Velha foi chamada e disse que o suspeito mentiu sobre o nome para tentar não ser preso. Na delegacia, ele negou as acusações.

“Perguntamos se era a casa do suspeito e ele disse que não havia no local ninguém com aquele nome. Confirmamos com a mãe e nós efetuamos a prisão e trouxemos para o DPJ”, falou o subinspetor Francisco.


(*G1/ES)