Verão esquenta a economia com R$ 250 milhões

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CARRINHO-MALUCO
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A expectativa para o turismo do Espírito Santo é de uma ótima recuperação no verão de 2018, segundo dados da Secretaria de Estado de Turismo. O Estado deve ter um fluxo de 1,7 milhão de turistas, quase o dobro do que foi registrado em 2017, que teve um número abaixo da média por conta da greve da Polícia Militar.

Com esse número, o Estado volta ao patamar do verão de 2015. Levando-se em conta que o gasto médio do turista foi de R$ 46,64 na estação em 2017, os visitantes devem deixar mais de R$ 250 milhões nas cidades capixabas.

Os dois últimos anos foram duros para o turismo capixaba. Além da paralisação da Polícia Militar em fevereiro do ano passado, o Estado também foi castigado pela crise econômica no Brasil, como avalia o presidente do Sindicato das Empresas de Promoção, Organização e Montagem de Feiras, Congressos e Eventos (Sindiprom) do Estado, João Alfonso da Silva.

“Nós tivemos dois anos de crise no país e isso afeta a atividade. A primeira coisa que a pessoa deixa de fazer nesse momento de crise é o lazer. Ele viaja menos, ele consome menos, investe menos no lazer porque ele tem outras prioridades.”

A crise também mudou o comportamento até daquele brasileiro que não deixou de viajar. O gasto médio diário do turista apresentou uma queda drástica de quase 40% no verão de 2017, Em média, o turista que gastava R$ 75 por dia durante o verão, passou a desembolsar apenas R$ 46 no ano seguinte.

João Alfonso destaca que o turista buscou alternativas para gastar menos, como ficar na casa de amigos e levar alimentos para a praia ao invés de comprar em quiosques e com vendedores ambulantes.

“As pessoas alugam a casa, vão para o supermercado. O supermercado cresceu a venda porque as pessoas estão comprando no supermercado e indo para a praia. Isso é reflexo da crise porque a pessoa tem que arrumar uma alternativa para ele fazer o lazer dele. A alternativa é ficar na casa de amigo ou dividindo a casa com muito mais gente, indo no supermercado comprando bebida no atacado e fazendo um churrasco dentro de casa, consumindo menos nos lugares pesquisados”, comenta.

Em média, o visitante fica três dias nas cidades capixabas. Os dados levam em conta não só quem vem de fora, mas também o próprio capixaba que quer conhecer as belezas de outras regiões do Espírito Santo.

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