Acidentes em Barra de São Francisco poderiam ser evitados?

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fe061013aciFoto do acidente de João Batista Gomes da Silva, de 58 anos e Celeste Aurora Pires da Silva, de 56, eram casados. Eles morreram no local.

Essa pergunta muitos já a fizeram, tanto por parte de autoridades, empresários e motoristas que vivem o dia a dia da rodovia mais perigosa do noroeste do Espírito Santo. A chamada ES-080, Rodovia o Café, é um misto de estrada vicinal com camada irregular de asfalto, com tráfego acima da média de estradas do mesmo porte. Nela, muitos perderam a vida, tiveram prejuízos materiais diversos e é claro muito susto.

Quem vive na ES-080, sabe que inúmeras famílias foram mutiladas pelos acidentes evitáveis. Sofrendo reformas ao longo de sua extensão, iniciada as obras em Ecoporanga, os serviços avançam a passos lentos e dificilmente teremos a sua conclusão no próximo ano. Sem sinalização, sem acostamento e sem fiscalização, os acidentes se avolumam, as famílias se enlutam e a conta brutal quem paga são as vítimas.

Eleitoralmente falando, muitos apadrinharam as obras de recuperação da Rodovia do Café mas nenhuma providência foi tomada para se evitar os excessos de velocidade e de peso das carretas que transportam granito na região. São veículos que trafegam com toneladas acima do que é permitido, em velocidades nunca compatíveis com a estrada em questão. A Rodovia do Café tem trechos de curvas mal projetadas, com sinalização ineficiente e atraindo motoristas as altas velocidades em retas e semiretas falsas.

Não é a toa que constantemente a região vira manchete nos telejornais, sites e informativos. Empresários contratam uma mão de obra kamikaze, sem experiência e sem formação qualificada. Motoristas transportam verdadeiras “bombas” em forma de rochas, em veículos sem manutenção, arriscando a vida deles  e de quem cruza os seus caminhos. Foto portalmantena

Carlos Madureira -Jornalista – MTb-ES 3154 – Radialista – DRT-ES 1063