Cirurgia de Robertinho prevista para esta quarta-feira (15). Ele precisa de doação de sangue.

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SiteBarra - cirurgia de robertinho em vitoria (1)Depois de muita espera, Roberto Carlos da Silva, o Robertinho, 43 anos, será submetido a uma cirurgia do fêmur. Ele está internado no Hospital Estadual Central, em Vitória, desde a tarde da última sexta-feira, 10 de janeiro de 2014. Nesse momento, ele aguarda pela cirurgia, que está prevista para a manhã desta quarta-feira (15).

Devido a perda de sangue, Roberto teve anemia, o que acabou atrasando a liberação para a cirurgia. Ele precisa de transfusão de sangue, do tipo O positivo. Roberto aproveitou o momento para fazer um apelo, pois sabe que diminuiu bastante o número de doadores.  ”Muitas pessoas hoje precisam de doação. Doe para o Banco de Sangue mais próximo de sua casa. Hoje sou eu, mas todos os dias, milhares de pessoas precisam de sangue. Conto muito com o apoio de vocês para me ajudar e ajudar outras pessoas que estão na mesma situação.  Doem, por favor, independente do seu tipo de sangue, pois sempre tem um irmão precisando. Seu gesto pode salvar uma vida!”, disse Roberto emocionado.

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Segundo especialista, ninguém está livre de precisar de uma transfusão de sangue. “Ninguém está livre de sofrer um acidente, de passar por uma cirurgia ou por um procedimento médico em que a transfusão seja absolutamente indispensável“, diz uma das enfermeiras que acompanham Roberto.

Como não existe sangue sintético produzido em laboratórios, quem precisa de transfusão tem de contar com a boa vontade de doadores, uma vez que nada substitui o sangue verdadeiro retirado das veias de outro ser humano.

Robertinho sofreu um grave acidente, próximo à Nova Venécia, no dia 4 de janeiro. Ele foi socorrido até o hospital São Marcos, em Nova Venécia e depois encaminhado para o Hospital Roberto Silvares, em São Mateus, onde ficou até a transferência para o Hospital Central. Robertinho teve fratura no fêmur e ferimentos na cabeça, mas está consciente e fora de risco.

Quem pode doar

Pessoas com idade entre 18 e 69 anos. Pesar acima de 50 Kg. Não usar drogas endovenosas, não ter relações sexuais  com múltiplos parceiros. Não estar gripado ou com qualquer tipo de infecção. Não pode ser portador de doenças cardíacas, pulmonares, diabetes, epilepsia ou malária. Na manhã antes da doação não ingerir alimentos gordurosos, como leite, queijo e manteiga. Podem ser ingeridos à vontade suco de frutas, biscoito tipo água e sal, chá e café.Não comparecer em jejum.

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O acidente

Higor Delazaro, 19 anos, conduzia o veículo Fiat Uno no sentido Nova Venécia x Vila Pavão. Por volta das 9h00min, o jovem não conseguiu fazer a curva, pois estava em alta velocidade. Ele invadiu a contramão e bateu de frente o com Ford Fiesta, que seguia em sentido contrário. Roberto estava no Fiesta e teve vários ferimentos na cabeça e nas pernas. O trabalho rápido do corpo de bombeiros ajudou a salvar as vidas dos envolvidos no acidente.

Os outros envolvidos no acidente já passam bem. Uma das filhas de Roberto, Thainá, 7 anos, também passou por uma cirurgia no fêmur e já se recupera em casa. Ela teve também um Traumatismo Craniano leve, mas reagiu bem à cirurgia e se recuperou rápido. O condutor do Fiesta em que estava Roberto, Danilo Amaral, teve um ferimento no olho e nos joelhos. Ele também se recupera em casa.

As pessoas que estavam no Fiat Uno tiveram ferimentos leves e também já se recuperam em casa.

 

Como é feita a doação?

A pessoa precisa levar um documento de identificação e preencher um cadastro. Depois, faz um teste para ver se está com anemia. Basta um furinho no dedo para determinar o hematócrito (quantidade de hemácias no volume total de sangue) e saber se está em condições de doar sangue. Às vezes, não está anêmica, mas o meio litro de sangue que será retirado poderá fazer-lhe falta. Em seguida, mede-se a pressão arterial, o pulso e a temperatura.

O próximo passo é uma entrevista chamada triagem clínica cuja finalidade é avaliar os antecedentes patológicos e os possíveis fatores de risco daquele candidato à doação. Essa entrevista é baseada numa portaria, numa legislação que rege a doação de sangue no Brasil. Não é um interrogatório para investigar a vida das pessoas. São perguntas para proteger quem está doando e para conscientizar o doador de que a pessoa que vai receber o sangue precisa ficar bem e não ter problemas depois.

É importante lembrar que, apesar de feita a sorologia (testes para as doenças infecciosas), existem ainda doenças, como certos tipos de hepatite, para as quais não há triagem e que podem representar risco para o receptor. Há, ainda, janelas imunológicas – o teste demora algum tempo depois da infecção para ficar alterado – que precisam ser respeitadas, por menores que sejam elas.

No Brasil, existe ainda um procedimento que se chama auto-exclusão. A pessoa passou pela entrevista e vai doar o sangue. Se não conseguiu ou não quis ser totalmente sincera na entrevista e achar que seu sangue não deve ser utilizado para transfusão porque oferece algum risco, tem a oportunidade de fazê-lo de maneira sigilosa naquele momento. Basta assinalar num papel ou registrar eletronicamente que aquela bolsa deve ser excluída. É uma oportunidade que a pessoa tem de voltar atrás sem se expor ao profissional que a está entrevistando.