Estado do Espirito Santo lidera ranking de assassinato de mulheres

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Taxa de 9,4 mortes por cada 100 mil mulheres é mais que dobro da média nacional

gazetaonline

O Espírito Santo é o estado onde mais se matam mulheres no Brasil. Segundo o Mapa da Violência 2012, divulgado pelo Instituto Sangari, a taxa do estado é de 9,4 homicídios para cada 100 mil mulheres. É mais que o dobro da médida nacional e quase quatro vezes a taxa do Piauí – estado que apresenta o menor índice do país – que é 2,6.
Em relação aos municípios, Serra está em sexto lugar entre as cidades onde mais se registram assassinatos de mulheres, com 19,7 mulheres mortas por cada 100 mil habitantes. Em 12º lugar na lista está Aracruz, com índice de 17,1.

No ranking dos 50 primeiros municípios brasileiros onde mais se matam mulheres ainda há mais três cidades capixabas: Cariacica com 13,4 mortes (23º), Vila Velha com 12,5 mortes (29º) e Vitória com 11,5 mortes (38º) – para cada 100 mil habitantes.

A maior parte das vítimas tem entre 15 e 39 anos e são mortas, segundo o estudo, por maridos, namorados e ex-maridos. E nível nacional, 42,5% do total de agressões contra mulheres foram realizadas por parceiros. Na faixa dos 20 aos 49 anos, esse percentual é ainda maior: 65%.

A pesquisa mostra que, em 68,8% dos atendimentos a mulheres vítimas de violência, a agressão aconteceu na residência da vítima.

Em 30 anos, no período de 1980 e 2010, aproximadamente 91 mil mulheres foram assassinadas no Brasil – 43,5 mil só na última década, segundo o Mapa da Violência. A taxa de mortes nesses 30 anos passou de 1.353 para 4.297, o que representa um aumento de 217,6%.

O mapa da violência de 2012, pesquisa coordenada pelo sociólogo Júlio Jacobo Waiselfiz, mostrou ainda que um ano após a lei Maria da Penha ser implantada, em setembro de 2006, as taxas de homicídio apresentaram visível queda (de 4,6 para 3,9 mortes em cada 100 mil mulheres). Já a partir de 2008, a violência retoma os patamares anteriores, com 4,4. Segundo o estudo, isso revelaria que as atuais políticas ainda são insuficientes para mudar a situação das mulheres no Brasil.