Festa do Cafona de Colatina completa 25 anos

0

Ao completar 25 anos esbanjando irreverência no coração do maior Pólo de Moda do Espírito Santo, a Festa do Cafona de Colatina espera atrair neste sábado, 5 cerca de seis mil pessoas vestidas com o melhor do mau gosto na nova área de evento da Avenida Beira Rio. O bailinho que nasceu com apenas 17 participantes, cresceu a ponto de Colatina, de a cidade que respira moda se render ao charme dos cafonas com suas 550 fábricas de roupas. “A essência do cafona é estar bem vestido, mas fora de época”, explica o professor Marcos Sávio de Oliveira, organizador do desfile que elege o Rei e Rainha Cafonas cujo ‘reinado’ dura de um ano para o outro.

Os portões da Cidade do Cafona montada na Beira Rio serão abertos às 20h ao som do hino cafona, a canção de Evaldo Braga Sorria Meu Bem Sorria e como nos anos anteriores, os cafonas serão recepcionados com a distribuição de pão com salame e refresco de groselha. Entre as atrações, Beto Barbosa, Maurício Gasperini, ex-Rádio Taxi, Avelar Love do Miquinhos Amestrados e Dominó. Segundo Marcos Sávio muito se confunde do brega com o cafona. “O cafona não é baile a fantasia. O que era chique para nossas avós e tias cai bem na Festa do Cafona como vestido tubinho, de alça com bolinhas ou calças boca de sino e sapato cavalo de aço”, diz Marcos Sávio.

Os estilistas e ases da moda colatinense confessam não perdem a oportunidade de observar os figurinos dos cafonas com fonte de inspiração. O presidente do Sindicato das Indústrias de Confecções de Colatina Edvaldo Vieira afirma que já freqüentou várias edições da festa, mas agora prefere observar a movimentação do lado de fora para curtir ‘o festival de cores. “O legal da festa é a explosão e a intensidade dos figurinos”.

 

“Uma forma de expressão artística que nos remete a boas lembranças de gerações que ditaram a moda no Brasil” revela Edvaldo. Na visão da estilista Luciana Piva apesar da multidão de gente com roupa descombinada a festa cafona incorpora elementos que permitem releituras de roupas que marcaram época e continuam a serem usadas nas ruas. “Ir ao baile de roupa xadrez era o máximo. O xadrez agora é moda”. “Ou seja, que é moda hoje é cafona amanhã e vice versa”, detalha Luciana que apronta a coleção verão 2013 com ‘pitadas’ de estilo dos anos 50 e 6.

1º Rei Cafoninha

O administrador Pedro Caiado Fraga, 23 anos revela conta com entusiasmo como foi eleito o 1º Rei Cafoninha de Colatina aos 13 anos na Festa do Cafoninha sempre realizada em abril, um mês antes da Festa do Cafona. “Vestia algo quadriculado e cabelo lambidinho. Faturei o título e ganhei um Pinguim de Geladeira de troféu”, disse Pedro que há 10 anos vai ao baile vestido a rigor. “Costumo escolher a roupa em cima da hora”, disse Pedro que costuma ir a casa dos avós e dos tios revirar o baú para curtir a festa que já embalou o sonho de três gerações.

Por: Nilo Tardin