Francisquenses participam do JMJ 2013 no Rio de Janeiro

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969537_172983212881128_781519840_nA missa de abertura da Jornada Mundial da Juventude reuniu entre 500 mil e 600 mil fiéis na praia de Copacabana na noite desta terça-feira. O número de pessoas foi considerado bom pelo Vaticano, apesar do mau tempo no Rio de Janeiro.

Um vento frio e uma chuva fina não diminuiu o ânimo dos fiéis. Eles acompanharam toda a celebração e participaram da comunhão. De acordo com os organizadores, cerca de 600 mil hóstias foram distribuídas.

Os amigos Arthur Correa e Tiago Alves, de Barra de São Francisco, estão entre os milhares de jovens, de todas as partes do pais, que participam do evento.

Após a missa, os Correios lançaram o selo comemorativo da visita do papa Francisco. Ele traz o rosto do pontífice ao lado da paisagem do Rio de Janeiro, além da bandeira brasileira e do símbolo da JMJ.

Juliano Ribeiro Almeida*

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A Jornada Mundial da Juventude será, com certeza, o evento do ano no Brasil. Atrairá muito mais gente ao Rio de Janeiro do que a Copa do mundo de futebol e as Olimpíadas. A Confederação Nacional do Comércio divulgou uma pesquisa estimando que a Jornada injete cerca de R$ 275 milhões na economia da cidade, especialmente em hotéis, companhias aéreas e supermercados. Tudo isso além da divulgação de uma imagem positiva da cidade, fazendo propaganda do seu potencial turístico e dos grandes eventos desportivos nos próximos anos.

Mas as maiores vantagens desta 28ª JMJ para o Brasil não são as quantificáveis. O evento vem sendo preparado há meses na maioria das cidades do país, gerando uma grande onda de otimismo e esperança, recrutando milhões de jovens para experimentarem sólidos valores morais, cívicos e espirituais. O Papa Francisco já acenou que vai mencionar, em seus discursos durante a Jornada, as recentes manifestações que a juventude brasileira tem feito pelo país criticando a corrupção na política e exigindo melhorias nos serviços públicos. O primeiro Romano Pontífice latinoamericano, que até o início desse ano era usuário do sistema público de transporte em Buenos Aires e atendia a comunidades em favelas, vai endossar o clamor das nossas ruas.

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A experiência das JMJ’s anteriores mostra que no pós-evento costuma haver, nos países sede, um significativo crescimento de participação dos jovens nas comunidades eclesiais, um aumento notável das vocações sacerdotais e religiosas e o surgimento de várias iniciativas de voluntariado beneficente. A Jornada não é um evento isolado, mas uma alavancada no que a juventude tem de melhor para colaborar na construção de um mundo novo, mais justo, pacífico e fraterno. Portanto, não haveria momento mais propício do que esse para a Jornada acontecer no Brasil.

Lembro-me que o escritor ateu Mario Vargas Llosa, peruano prêmio Nobel de literatura, publicou um artigo no jornal El País logo após a Jornada Mundial da Juventude de 2011 na Espanha. Ele concluía dizendo: “Crentes e não crentes devemos nos alegrar pelo ocorrido em Madri nesses dias em que Deus parecia existir, o catolicismo ser a religião única e verdadeira, e todos como bons meninos marchávamos de mãos dadas com o Santo Padre até o reino dos céus”. Alguém o interpretou como irônico. Eu leio de outra forma: mesmo os agnósticos e ateus devem reconhecer que essa confraternização de povos e essa manifestação de alegria sóbria e esperançosa dos jovens só pode ser bom para o nosso país.

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