Lançamento da Colheita do Café: Qualidade na mesa do consumidor

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No Espírito Santo, o dia 14 de maio marca oficialmente o início da colheita do café. E para comemorar a data, o Governo do Estado lançou a Campanha de Melhoria da Qualidade do Café. O evento foi realizado no viveiro da Cooabriel, em São Domingos do Norte, pela Secretaria da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag), por meio do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), com o apoio de diversas instituições da cadeia do café. Estiveram presentes cerca de 200 pessoas, entre prefeitos municipais, lideranças regionais, profissionais com atuação na área e produtores rurais.

Cursos, visitas técnicas, dias de campo, encontros e simpósios. Cerca de mil ações  serão realizadas até o final do ano por todo o Espírito Santo. O objetivo é melhorar cada vez mais a qualidade do café produzido no Estado. “Cerca de 40% da renda rural capixaba vem da cafeicultura. Por isso, temos que ter um carinho especial com essa atividade. Hoje em dia, a qualidade da produção ainda remunera melhor o produtor, mas no médio prazo essa qualidade poderá significar a permanência do cafeicultor na atividade. A qualidade do café é garantida pela adoção de boas práticas agrícolas no processo de colheita e pós-colheita. Esta campanha oferece aos cafeicultores capixabas informações e recursos para garantir as condições necessárias para melhorar a qualidade da produção”, afirmou Enio Bergoli, secretário de Estado da Agricultura.
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O diretor-presidente do Incaper, Evair Vieira de Melo, destaca que o desafio da qualidade vai além da xícara. “Por trás da xícara tem gente, tem meio ambiente, tem política pública, tem quase trinta anos de pesquisa, tem o empenho do produtor rural, dos profissionais do Incaper e muitas outras coisas envolvidas. A qualidade do café produzido no Espírito Santo já está encantando o mundo”, destacou. Ainda sobre a qualidade do conilon, Evair de Melo lembrou a importância de o produtor rural seguir os 10 mandamentos para produzir um café de qualidade.
De acordo com o vice-presidente da Cooabriel, José Colombi Filho, o lançamento da Campanha de Melhoria da Qualidade do Café, marca o comprometimento da cadeia produtiva do café em garantir um produto de qualidade. “O caminho é a produtividade com qualidade. A expectativa é de que o produtor se adeque e utilize os 10 mandamentos  orientados pelo Incaper. Dessa forma, o consumidor adquire um produto de qualidade na mesa, agregando valor ao café”, afirmou Colombi.
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O agricultor de Vila Pavão, que esteve presente no evento, Adenilson Ferreira dos Santos, afirmou que seguir as orientações de melhoria da qualidade do café traz resultados positivos para o produtor rural. “Produzir em grande quantidade e com qualidade, em uma área pequena, é muito importante, pois reduz a necessidade de mão de obra na lavoura”, disse Adenilson. Ele falou que tem seguido as orientações do Incaper e produz, em média, 120 sacas de café, além de possuir 12 mil pés plantados.
Este ano, a qualidade do conilon capixaba será colocada à prova mais uma vez, com o lançamento de novas variedades do conilon. Além dos aspectos técnicos comumente avaliados, como produtividade, tolerância à seca, resistência a pragas e doenças; as novas variedades passaram por testes sensoriais. Pela primeira vez, aspectos como aroma, acidez e doçura foram considerados como critério de seleção na definição dos  clones das novas variedades.colheitacafe (4)_jpg
Campanha pela qualidade do café
Entre as principais ações da campanha pela qualidade do café estão o adequado planejamento e gestão das atividades associadas à produção; a melhoria das estruturas da colheita, secagem, beneficiamento e armazenamento; a capacitação permanente dos técnicos e dos cafeicultores; a transferência de tecnologia aos produtores; implementação de salas de provas para classificação do café e concursos de qualidade.
Além disso, o Incaper elaborou os dez mandamentos para produzir café conilon com qualidade superior, que consistem em indicações técnicas para orientar os produtores. Entre elas, destaca-se a recomendação de iniciar a colheita quando mais de 80% dos frutos estiverem maduros e procedimentos específicos para a secagem, como a manutenção da temperatura de, no máximo de 60°C na massa do conilon e 45°C na do arábica, quando utilizar o secador mecânico.
Para o coordenador estadual de cafeicultura, Romário Gava Ferrão, a qualidade é um caminho sem volta. “A qualidade do café oferece inúmeras vantagens para o agricultor, como maior peso, garantia de mercado, facilidade de venda, maior sustentabilidade e maior satisfação do produtor e do consumidor”, disse Romário. A remuneração atual do agricultor que produz café de qualidade gira em torno de 20% a mais do que os cafés convencionais.
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Cafeicultura no Espírito Santo
O Espírito Santo ocupa menos de 0,5% do território brasileiro. Nessa pequena área, está inserida uma das mais imponentes cafeiculturas do mundo, numa área aproximada de 500 mil hectares que abrangem 60 mil propriedades. Essa produção coloca o Espírito Santo como o segundo maior produtor do Brasil. Quando se trata apenas do conilon, o Estado ocupa o primeiro lugar, com 78% da produção no Brasil e 20% do café robusta do mundo. Se fosse um país, o Estado seria o segundo maior produtor mundial, perderia apenas para o Vietnã.
O café está presente em todos os municípios capixabas, exceto Vitória, sendo o maior gerador de empregos no Estado. Toda a cadeia produtiva gera aproximadamente 400 mil postos de trabalhos por ano, e só no setor de produção são envolvidas 131 mil famílias. A produção que gera esse grande negócio é obtida prioritariamente por produtores de base familiar, com tamanho médio das lavouras em torno de 8,3 hectares.
O conilon é cultivado em 64 municípios, em regiões quentes, com altitudes inferiores a 500 metros. Ocupa 280 mil hectares do território capixaba e possui uma produtividade média de 34,8 sacas por hectare. Os maiores produtores são Vila Valério, Jaguaré, Sooretama, Linhares, Rio Bananal, São Mateus, Nova Venécia, Pinheiros, São Gabriel da Palha. A expectativa é de que em 2013 sejam colhidas cerca de 9 milhões de sacas de conilon.
Já o arábica é produzido em 43 municípios capixabas, em regiões com altitude superior a 500 metros, envolvendo 20 mil propriedades. A área plantada é de cerca de 170 mil hectares. Em torno de 70% da produção advêm das regiões do Caparaó e Serrana, sendo que os principais municípios produtores são Brejetuba, Iúna, Vargem Alta, Muniz Freire, Irupi e Ibatiba. A produtividade média no Estado é de 19,4 sacas beneficiadas/ha, mas muitos produtores alcançam produtividades superiores a 40 sacas/ha, atingindo até 80 sacas/ha. A expectativa é de que sejam colhidas 3,3 milhões de sacas em 2013, a maior safra de arábica da história do Espírito Santo. Em 2012, 30% da produção foi de café de qualidade superior.

 


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