Polícia prende homem que matou bebê depois de denúncia anônima

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1127152Texto: Elan Drumond

Graças a uma denúncia anônima, Bruno Pereira de Assis, conhecido pelo vulgo de Batatão, 19 anos, foi preso em casa no município de Sooretama/ES, por volta das 15h de quarta-feira, 11. Ele matou com um tiro na cabeça o bebê Kauã Lucas Araújo Elisiário, 01 ano, por volta das 20h de terça-feira, 10, no Bairro Planalto, em Linhares/ES.

Kauã estava no colo do pai Silvan Barreto Elisiário, 22 anos, no momento em que foi atingido. Ele chegou a ser socorrido ao hospital mais próximo, mas morreu antes do atendimento médico. Seu corpo foi encaminhado ao SML (Serviço Médico) legal e depois de periciado, foi liberado para sepultamento.

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A mãe de Kauã, que acabara de completar um ano de idade no dia 02 de setembro, Keila Falcão Araújo, também foi atingida na mão ao tentar proteger o filho do disparo.

Batatão, que estava acompanhado da mulher, não reagiu à prisão e disse que só atirou porque foi agredido antes. Disse ainda que não era sua intenção matar a criança, mesmo porque, segundo ele, tem um filho de quatro anos. Além disso, pediu desculpas aos pais da criança e se disse arrependido do crime.

Motivo da desavença

De acordo com a polícia, a mãe da criança desconfiava que o marido estava tendo um caso com a irmã deBatatão. O fato chegou ao conhecimento do indivíduo, que tomou as dores da irmã e foi até a casa da vítima tirar satisfações.

No local os dois discutiram, ocasião em que Batatão sacou de uma arma de fogo e disparou três vezes, atingindo o bebê, que estava no colo do pai, e a mão da mãe da criança, que tentou defendê-la.

De acordo com o delegado Fabrício Lucindo, que preside o inquérito, Batatão tem passagem pela polícia por outro homicídio, além de crimes de porte ilegal de arma e tráfico de entorpecentes. Todos os crimes praticados quando ele ainda era menor.

Concluindo, o delegado informou que Batatão será indiciado por homicídio, tentativa de homicídio e porte ilegal de armas. Caso seja condenado, poderá pegar de 12 a 30 anos de prisão.

Muito abalado com o acontecimento, Silvan disse que tudo foi uma estupidez de Batatão, que surgiu do nada e foi logo o agredindo. Disse também que sempre o ajudou, inclusive a arranjar serviços e dando presentes ao seu filho. Ele negou que tenha mantido um caso com a irmã do criminoso e garantiu que não pensa em vingança e que só espera justiça.