PROCURADORIA DA REPÚBLICA E POLÍCIA FEDERAL CONFIRMAM: INVESTIGAÇÕES PARA APURAR DENÚNCIA CONTRA CARLOS MANATO ESTÃO EM ANDAMENTO E NÃO FORAM ARQUIVADAS

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As duas instituições ratificam notícia publicada com exclusividade pelo Blog do Elimar Côrtes: o ex-deputado federal é investigado pela acusação de ‘rachadinha’, empregar funcionários ‘fantasmas’, usar servidores públicos na campanha de sua mulher, Doutora Soraya, e emitir Nota Fiscal fria. Outras cinco pessoas também são investigadas pela PF no mesmo IP, duas delas são lotadas no Gabinete da mulher de Manato.

As Assessorias de Comunicação do Ministério Público Federal do Distrito Federal e Territórios e da Superintendência Regional da Polícia Federal de Brasília confirmaram, em notas enviadas na tarde de sexta-feira (07/05), ao Blog do Elimar Côrtes, que o Inquérito Policial instaurado para apurar suposto crime de peculato que teria siso cometido pelo ex-deputado federal, empresário e médico capixaba Carlos Humberto Mannato, conhecido como Carlos Manato, continua tramitando normalmente. As duas assessorias negaram que o IP tenha sido arquivado, como o ex-deputado Carlos Manato vem divulgando em suas redes sociais em alguns portais de notícias capixabas.

Além de Manato, outras cinco pessoas são investigadas no inquérito, incluindo três assessores parlamentares da Câmara Federal – dois deles, lotados no Gabinete da deputada Soraya de Souza Manatto, conhecida como Doutora Soraya, casada com Manato.

O inquérito é acompanhado pelos procuradores da República que compõem o 7º Ofício Criminal de Combate à Corrupção do Ministério Público Federal do Distrito Federal. Inclusive, em janeiro de 2021, a procuradora da República Carolina Martins Miranda de Oliveira atendeu pedido da Polícia Federal e determinou a prorrogação das investigações por mais 90 dias.

As investigações são acompanhadas também pela Justiça Federal do DF, onde recebeu o número 1019070.05.2020.4.01.3400, cuja tramitação pode ser acompanhada por qualquer pessoa.

Na última terça-feira (04/05), o Blog do Elimar Côrtes informou com exclusividade que o IP foi instaurado pela Polícia Federal por determinação da Procuradoria Regional da República do Distrito Federal. O Inquérito foi instaurado em agosto de 2019, oito meses após Manato deixar o mandato de deputado federal.

Segundo as investigações em andamento, Carlos Manato teria cometido os seguintes crimes: emprego de funcionários ‘fantasmas’ em seu Gabinete da Câmara dos Deputados, em Brasília; na prática de ‘rachid’ com servidores da 4ª Suplência da Câmara Federal; no uso de servidores públicos na campanha de sua mulher para a Câmara dos Deputados, nas eleições de 2018; e no uso de Nota Fiscal ‘fria’ para reembolso de informativos trimestrais na Câmara dos Deputados.

Imediatamente, Carlos Manato divulgou um relatório, expedido em 23 de março de 2020 pelo delegado responsável pelas investigações, João Quirino Van Langendonck Florio, em que a Autoridades Policial diz entender que “as informações  iniciais, juntamente com os depoimentos colhidos”, seriam “insuficientes  para a continuidade das investigações e eventual representação por medidas mais drásticas, como a violação dos sigilos bancários de todos os servidores”.

No entanto, a Procuradoria Regional da República em Brasília rechaçou o relatório do delegado João Quirino e devolveu o relatório à Polícia Federal, determinando o prosseguimento das investigações. Em nota enviada ao Blog do Elimar Côrtes nos dias 4 e 8 de maio de 2021, a Assessoria de Comunicação da PF do Distrito Federal confirmou que o Inquérito Policial nº 1019070.05.2020.4.01.3400 e ainda não foi concluído.

No mesmo dia 8, a Assessoria de Comunicação da Procuradoria Regional da República em Brasília enviou ao Blog do Elimar Côrtes a seguinte nota: O caso está em fase de inquérito, ou seja, as investigações estão sendo conduzidas pela Polícia Federal. O último andamento na PR/DF (Procuradoria da República do Distrito Federal) é de 22 de janeiro (de 2021), autorizando a prorrogação das investigações por mais 90 dias”.

No relatório não acolhido pela Procuradoria Regional de Brasília, o delegado federal João Quirino (foto ao lado) revela os nomes dos demais investigados no Inquérito Policial: Maria das Graças de Araújo Gomes, lotada no Gabinete da Liderança do Partido Democratas (DEM), na Câmara Federal, desde 19 de março de 2020, percebendo salário de R$ 13.910,13; Lázaro Gilvano de Deus Silva, amigo do ex-deputado Carlos Manato e lotado no Gabinete da Doutora Soraya desde 16 de junho de 2020, com salário mensal de R$ 12.362,14; Janderci Bastos Azambuja Júnior, igualmente lotado no Gabinete da parlamentar da Doutora Soraya desde o dia 15 de março de 2021, com salário de R$ 8.613,60; Luíza de Parisi, que já atuou no Gabinete do então deputado Carlos Manato; e Antônio Bumachar.

O delegado João Quirino sintetiza, no relatório não acolhido pelo Ministério Federal, o que os investigados disseram na primeira fase do inquérito. Todos, segundo o delegado federal, negaram com veemência as acusações apontadas na motivação da instauração das investigações.