Vacina contra raiva para cães e gatos está em falta no ES

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Por G1 ES


Falta vacina contra a raiva no ES

Falta vacina contra a raiva no ES

Desde o início do ano, a vacina antirrábica, que visa imunizar cães e gatos contra o vírus causador da raiva, está em falta no Espírito Santo. Com isso, a campanha de vacinação, que estava prevista para ocorrer entre setembro e outubro deste ano, não irá acontecer.

Campanha de vacinação de cães e gatos não foi realizada em 2019 no Espírito Santo — Foto: Reprodução/TV Gazeta

De acordo com Rúbia Tabachi, que é referência técnica da Secretaria de Estado de Saúde (Sesa), as vacinas estão em falta em nível nacional, já que a responsabilidade pela sua distribuição é do Ministério da Saúde. A pasta informou apenas que houve um atraso na entrega por parte do laboratório.

Por esse motivo, não se sabe quando um novo estoque chegará ao Espírito Santo. A expectativa é que uma nova campanha possa ser realizada no primeiro trimestre de 2020.

Cuidados e observações

Enquanto as novas doses não chegam, Rúbia explica que é preciso estar atento ao comportamento dos animais, especialmente os que nunca foram imunizados contra o vírus causador da raiva. Já cães e gatos que foram vacinados em 2018, ainda possuem imunidade contra a doença.

De todo modo, os pets devem estar acompanhados em passeios na rua para não correrem o risco de entrar em contato com outros animais que possam estar infectados. Qualquer mamífero é capaz de transmitir raiva caso esteja infectado.

Rúbia lembra que a vacina humana, que é dada quando a pessoa é agredida por um animal com suspeita de raiva, está sendo ofertada normalmente nas unidades de saúde. Nestes casos, a referência técnica da Sesa orienta:

“Para cães e gatos temos um período de observação do animal de dez dia após a agressão a outro animal ou a uma pessoa. Esse é um período em que ele vai evoluir para óbito caso ele tenha o vírus rábico. Após o óbito, a pessoa inicia o tratamento e o dono animal deve entrar em contato com serviço de zoonoses para que seja coletada uma amostra para ser avaliada”, explica.

Rúbia continua: “Se for positivo, Estado e Município fazem ações de bloqueio com animais da região e fazem uma análise para ver quantas pessoas tiveram acesso ao animal e precisam da profilaxia”.