Herói da estreia do Brasil, Richarlison é o primeiro capixaba a marcar gols em Copa do Mundo, jogador foi revelado pela equipe Capixaba do Real Noroeste

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Jogador nascido em Nova Venécia fez os dois da vitória sobre a Sérvia

Richarlison morava em Nova Venécia, cidade próxima de Águia Branca, quando decidiu tentar o início da carreira no Real Noroeste. A relação com o clube formador era de gratidão até 2018. “A escolinha lá em Nova Venécia foi fundamental, porque eu tive uma base ali. Agradeço também ao Real Noroeste. Lá, eu disputei o Campeonato Capixaba Sub-17, me destaque, ganhei experiência. Eu sou muito grato a eles”, disse, em 2018, ao portal GE.com.

No jogo de estreia do Brasil, diante da Sérvia, Richarlison se tornou o quarto jogador capixaba a disputar uma Copa do Mundo. Mas, o Pombo foi além, com os dois gols marcados na vitória por 2 a 0 (assista), o atacante se tornou o único nascido no Espírito Santo a balançar as redes em um jogo da principal competição do planeta.

O primeiro saiu aos 16 minutos do segundo tempo. No lance, Casemiro soltou para Neymar na entrada da área, o camisa 10 cortou os marcadores e Vini Jr. ficou com a sobra para finalizar. No rebote do goleiro Vanja, o capixaba apareceu como centroavante e empurrou para o fundo do gol.

Richarlison movimentou 53,98 milhões de euros desde a saída do Real Noroeste, o equivalente, na cotação de hoje, a R$ 331,4 milhões. Como clube formador, o Real Noroeste tem direito a um percentual relativo ao mecanismo de solidariedade em cada transação. Fláris Olímpio afirma que o clube tem recebido direitinho o valor a que tem direito nas negociações.

“Joguei lá por um ano e evoluí muito. Mas aí eles fizeram uma sacanagem comigo e com o meu pai. Com o meu desenvolvimento naquele um ano no clube, o América-MG demonstrou interesse em me contratar. Por ser um clube maior e muito tradicional, claro que eu queria ir. Inicialmente, o Real Noroeste disse que me liberaria, mas depois vieram com outra conversa, a de que só me negociariam se ficassem com 50% do valor. Eles falavam uma coisa e faziam outra. Isso abalou muito o meu pai. Nós sabíamos que seria a minha última chance, e na época só faltavam quatro jogos para acabar a temporada daquela categoria da base do América-MG”

Richarlison, em carta ao The Players Tribune