A GTF é uma das grandes do agronegócio brasileiro, com 10 mil colaboradores, mais de 30 unidades industriais e faturamento de R$ 4 bilhões. Grupo atua principalmente em proteína de frango, tilápia e alimentos industrializados para o mercado interno e exportação
Vista de Colatina: cidade vai receber investimento do Grupo GTF em uma planta industrial que estava desativada. Foto: Allan Diego Brito/DivulgaçãoA GR Foods (agora GTF), indústria gigante de proteína animal do Paraná, decidiu entrar no Espírito Santo. O grupo escolheu a “Princesinha do Norte”, Colatina, para começar a atuação no Estado. O grupo assumiu uma planta industrial que estava desativada no município, às margens da BR-259. A informação é da prefeitura da cidade.
O porte da empresa ajuda a dimensionar o impacto potencial dessa chegada. A GTF é um dos grandes grupos do agronegócio brasileiro, com cerca de 10 mil colaboradores, mais de 30 unidades industriais e faturamento que já gira na casa de R$ 4 bilhões. A projeção é atingir R$ 5 bilhões até 2026. Esse tamanho não se traduz apenas em escala produtiva, mas em capacidade de induzir cadeias inteiras. Do campo à indústria, por onde passa.
A operação da GTF é fortemente verticalizada. O grupo atua principalmente em proteína de frango, que responde por cerca de 85% do negócio, além de avançar em tilápia, alimentos industrializados, congelados bem como derivados de mandioca. A produção ultrapassa 30 mil toneladas por mês. Nesse sentido, abastece tanto o mercado interno quanto mais de 70 países, o que reforça o perfil exportador da companhia.
No portfólio, a estratégia é clara. A marca Canção concentra a maior parte da receita, com foco em carnes congeladas e industrializados, enquanto a Lorenz atua em amidos e derivados de mandioca para a indústria. Do mesmo modo, ao redor dessas marcas, o grupo ainda opera outras linhas, ampliando presença tanto no varejo quanto no mercado corporativo.
Impacto do Grupo GTF
A reativação da planta em Colatina abre uma janela relevante para o Espírito Santo. Ainda não foram informados valores de investimento, quando a nova fábrica começa a operar e nem quantos empregos deve gerar. No entanto, um grupo desse porte tende a gerar centenas de empregos diretos e indiretos, além de movimentar logística, fornecedores e serviços ao redor.
Mais do que uma fábrica, o que chega é um modelo de operação que puxa cadeia produtiva e receita. Para Colatina e para o Noroeste capixaba, o sinal é claro: há um novo ciclo industrial em formação. E ele começa, mais uma vez, pela reocupação de espaços que estavam parados.

















