A motivação do crime ainda é apurada, mas, segundo familiares e moradores, o caso pode estar relacionado a dívidas com agiotas na região

Uma mulher de 29 anos foi baleada no pescoço após ser chamada para fora de uma igreja durante um culto no bairro Santo André, na região da Grande São Pedro, em Vitória. O crime aconteceu por volta das 18h de sábado (25) e é investigado como uma possível cobrança de dívida.
Segundo informações da TV Vitória/Record, a vítima, que trabalha como auxiliar de serviços gerais e é conhecida na comunidade, participava da celebração religiosa quando começou a receber mensagens pelo WhatsApp. Nas conversas, ela teria afirmado que não tinha mais dinheiro e chegou a dizer: “pode vir me matar, pois não tenho mais dinheiro”.
Testemunhas relataram que um homem, apontado como usuário de drogas, foi até a igreja e chamou pela vítima. Ela saiu para atendê-lo, sem saber que, segundo relatos, ele teria sido usado como “isca”. Do lado de fora, na Rua Central, a mulher encontrou o suspeito, que a aguardava no local, e os dois iniciaram uma discussão.
Ainda conforme testemunhas, o homem sacou uma arma e tentou atirar, mas o disparo falhou. Em seguida, ele efetuou um novo tiro, que atingiu o pescoço da vítima.
“Quando ela virou as costas, ele veio e deu um tiro nela. Só não sei quem é a pessoa. Depois vi ela no chão”, relatou uma moradora que presenciou o crime.
A mulher foi socorrida e levada ao Pronto Atendimento de São Pedro. Devido à gravidade dos ferimentos, ela foi transferida para o Hospital São Lucas, onde permanece internada.
Crime tem duas linhas de investigação
A motivação do crime ainda é apurada, mas, segundo familiares e moradores, o caso pode estar relacionado a dívidas com agiotas na região.
Uma das versões aponta que a vítima teria assumido a dívida de um parente próximo e não conseguiu quitá-la. Outra linha indica que o suspeito estaria cobrando pessoas próximas ao verdadeiro devedor, incluindo a vítima e familiares dela.
Parentes relataram ainda que, há alguns meses, a mulher chegou a pagar cerca de R$ 7 mil na tentativa de livrar o familiar das cobranças. A família, no entanto, preferiu não conceder entrevista.
A Polícia Civil informou que o caso é investigado pela Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Até o momento, nenhum suspeito foi preso.
Informações que possam ajudar nas investigações podem ser repassadas, de forma anônima, por meio do Disque-Denúncia 181.

















